quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Quantos banhos, …

… quantas pescarias, quantos verões, quantas vezes atravessei pessoas com os meus irmãos e o neto do Ti Manel Coutinho, o barqueiro. Exactamente aqui neste cais. Dois e quinhentos, ou cinco coroas, que era a mesma coisa, custava atravessar uma pessoa. Excepto os padres que não pagavam nada. A barca não tinha vela, o rio era pouco profundo e atravessava-se à vara. Também se atravessavam motas e bicicletas, mas para o gado tinha que ser a barca grande e chamava-se o Ti Manel, que era empreitada séria fazer bicharada subir a bordo.



6 comentários:

Carlos Castro disse...

"O Mundo é pequeno!"
...E este é um daqueles casos que me fazem acreditar ainda mais neste chavão!
Quem diria que, residindo há anos em Braga, "surfando" na "Blogosfera Corredora", iria encontrar alguém que dedica um bocadinho do seu espaço ao Local da Minha Infância!
Sou de Lanheses!... Nasci lá! E o Rio Lima é parte de mim! Muitas horas ali passei (e ainda hoje o faço, quando posso!), contemplando aquelas águas!
O "Ti' Alfredo" (ex-barqueiro) é meu tio... e aqueles barcos são como sonhos para mim!
Foi bom recordar!
Um abraço amigo!

João Paulo Meixedo disse...

Mesmo pequeno!
Também eu sou de Lanheses, embora tenha ido nascer a Viana. Com 2 anos vim para o Porto e por cá fiquei.
O barqueiro que eu refiro era o da Passagem ("os do outro lado"), porque tenho família em ambas as margens.
Um abraço e passa por cá mais vezes.

Erwin Rudolf J. A. Schrodinger disse...

« Nos meus cadernos da escola

Na minha carteira nas árvores

Sobre a areia e sobre a neve

Escrevo o teu nome


Em todas as páginas lidas

Em todas as páginas em branco

Pedra sangue papel ou cinza

Escrevo o teu nome


Na selva e no deserto

Nos ninhos e nas giestas

Na memória da minha infância

Escrevo o teu nome


Em cada raio da aurora

Sobre o mar e sobre os barcos

Na montanha enlouquecida

Escrevo o teu nome


Na saúde recuperada

No perigo desaparecido

Na esperança sem lembranças

Escrevo o teu nome


E pelo poder de uma palavra

a minha vida recomeça

Eu renasci para conhecer-te

Para dizer o teu nome

LIBERDADE.»

"Recordar é viver"... ou seria "quem vive no passado morre um pouco a cada dia?"

Saudações João Paulo

S.

Flechinhas disse...

Olá
Gostamos bastante do seu blog e nomeadamente dos seus artigos que seguimos com regularidade.
Teremos todo o prazer em o adicionar á nossa lista de referências, esperando que possamos merecer da sua parte a mesma honra.
Duarte Silva / www.osflechinhas.blogspot.com

João Paulo Meixedo disse...

Saudações, Rudolfo.
Verifique mail.

João Paulo Meixedo disse...

Já fizeram, flechinhas, em tempo, há muito tempo, mas como nunca obtive feedback, nem cá nem lá, captei a, pelos vistos errada, mensagem.
Até breve, cá ou lá...