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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Quantos banhos, …

… quantas pescarias, quantos verões, quantas vezes atravessei pessoas com os meus irmãos e o neto do Ti Manel Coutinho, o barqueiro. Exactamente aqui neste cais. Dois e quinhentos, ou cinco coroas, que era a mesma coisa, custava atravessar uma pessoa. Excepto os padres que não pagavam nada. A barca não tinha vela, o rio era pouco profundo e atravessava-se à vara. Também se atravessavam motas e bicicletas, mas para o gado tinha que ser a barca grande e chamava-se o Ti Manel, que era empreitada séria fazer bicharada subir a bordo.