Mostrar mensagens com a etiqueta Estas garças não deveriam já estar um pouco mais para sul?. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estas garças não deveriam já estar um pouco mais para sul?. Mostrar todas as mensagens

sábado, 19 de dezembro de 2009

Endorfinómano, he said

Que tinha sido uma desinserção do tendão; isto é: que o tipo se tinha soltado do osso da bacia, mas que a tendência seria para se voltar a agarrar; pelo que ele prescrevia actividade física moderada, para que o tal protagonista não perdesse elasticidade e, mais a mais, estava-se mesmo a ver que eu era endorfinómano.

Analisemos então o insulto: a endorfina é uma substância natural produzida pelo cérebro em resposta à actividade física, com o objectivo de relaxar o organismo e prevenir a dor, pelo que provoca sensação de bem-estar e euforia, mais ou menos moderada.

Todos os praticantes de actividade física regular conhecem a sensação de, em determinada fase do exercício vermos o cansaço e a dor muscular substituídos por um inegável bem-estar, uma mistura de euforia e prazer, que proporcionar uma impressão de paz interior e uma certa e tranquilidade.

Ora aí surge o tal de endorfinómano, que tanto abrange o viciado em actividade física, que no caso de parar sofre crise de abstinência, como aquele que vai intensificando cada vez mais o exercício à procura da tal euforia.

Pois é, apesar de as endorfinas melhorarem a memória, o estado de espírito e o sistema imonulógico, de aumentarem a resistência e a disposição física e mental, de bloquearem as lesões nos vasos sanguíneos, aliviarem a dor e terem efeito antienvelhecimento – tudo coisas perniciosas, como se vê – eu arrisco e continuo a apostar nessa droga, pelo que após 9 dias sem treinar saí hoje pelas 7 da matina, ainda a cidade dormia, para um treino necessariamente curto de 45 minutos, ao longo do rio Douro.