quarta-feira, 28 de julho de 2010

O programa segue dentro de momentos ...

Singapura. Jetleg. Um sem numero de fusos horarios atravessados. Teclado sem acentos nem cedilhas. Humidade de 453%.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Deu para matar saudades.

Bem sei que isto em nada contribui para o desenvolvimento da humanidade, mas não poderia deixar de assinalar o facto de hoje, ao fim de 20 dias parado, ter regressado à lides, ainda que de forma muito modesta.

Foram só 40 minutinhos a 5:20, e à pior hora possível: 12:30h.


domingo, 4 de julho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Um diálogo não é um monólogo

Amizades antigas, vidas diferentes, geografias distintas, o contacto que se perde ou se espaça e que se retoma por um acaso, uma saudade que bate mais forte ou a necessidade de um desabafo e lá se faz o telefonema para um almoço ou uns copos com um daqueles amigos.

Este filme, já visto e revisitado por todos nós, assumiu comigo recentemente contornos bem mais interessantes quando o tal amigo é também um corredor amador. Em vez do almoço e do copo (que também podem fazer parte do menu, em função do tempo disponível), marca-se um treino e rola-se a um ritmo, necessariamente baixo, que permita manter um diálogo não ofegante e fazer o tal F5.

Para além de todas as vantagens que saltam à vista acresce o facto de que o “desabafador” mais tarde ou mais cedo vai precisar de recuperar o fôlego, o que não lhe permite manipular a conversa e enfadar demasiado a prosa.

sábado, 5 de junho de 2010

Desporto em Portugal? Pois, pois

Entramos no restaurante e, na televisão, em surdina, as imagens de um autocarro em movimento, precedido de diversas motas da polícia e mais viaturas da autoridade a fechar o cortejo. Tudo presumidamente filmado, em directo, a partir de um helicóptero.

De vez em quando a reportagem saltava para o estúdio e percebia-se que um paineleiro comentava (supus tratar-se de um especialista em transportes de passageiros).

De tempos a tempos lá espreitava a muda tv e confirmava que o enigmático autocarro continuava em movimento.

Jantamos, saímos, e o autocarro lá continuava a sua misteriosa marcha.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Limite? Qual limite?

Vem estas linhas a propósito de um recente debate que espontaneamente tem vindo a ocupar lugar nos meus treinos conjuntos de fim-de-semana (sim, porque nós os que rolamos a 5:40 aproveitamos a corrida para pôr a conversa em dia), e que a pretexto dos recentes 101km de Ponferrata onde participaram duas mãos cheias de amigos e conhecidos, e dos muito próximos 89km da Comrades onde participarão 5 bravos PortoRunners, se estabeleceu em definitivo: as ultras e os ultras.

O assunto tem vindo amiúde à baila, sendo que do aplauso à crítica, passando pela indiferença, ouve-se de tudo um pouco. Se aos indiferentes lhes reservo iguais sentimentos e aos que aplaudem me junto para engrossar o pelotão, cumpre-me rebater os argumentos dos críticos.

Não sendo indiferente aos múltiplos relatos, lidos ou ouvidos de viva voz, relativos aos mais variados sofrimentos que vão desde as simples cãibras e dores musculares até desmaios, desidratações, perdas de visão, enfim é melhor parar por aqui porque já estou a fornecer demasiados argumentos ao inimigo. Não sendo indiferente a essas realidades, dizia eu, a verdade é que tudo se resume a uma questão de escala; senão vejamos: actualmente, lesionado e com falta de tempo, faço um treino por semana, sendo que no mês passado fiz uma maratona, tendo o meu plano de treinos consistido em rolar de longe a longe a 5:30-5:40. Já este mês, ainda lesionado, fiz um treino de 27kms e uma meia-maratona na areia.

Porque é que me apelidam de herói, ao contrário do que fazem aos meus amigos ultra-maratonistas, que cumprem rigorosos planos de treino e fazem uma vida regrada, com alimentação e descanso cuidados? Bom, fico-me por aqui; já me estou a esticar demais. Deve ser dos taninos, mas estas tripinhas estavam mesmo a pedi-las.

Quanto à tal de areia, posso dizer-vos que foi um fim-de-semana magnífico, mas poupo-vos a pormenores que para além de chegarem a destempo já estão mais que relatados um pouco por toda a luso-blogolândia corredora.


Na véspera, com os amigos Joaquim, Mark, Vitor, Rui e Fernando.

A embaixada nortenha, já representada na foto anterior, onde apenas faltava o Francisco, que se tinha colocado atrás da câmara.

Os CyberRunners antes da partida.

A prova.

O que fica.

terça-feira, 4 de maio de 2010

da Comrades à cafeína

Do plano de treinos para Ultra-Maratona Comrades, que 5 bravos Porto Runners irão levar a cabo este mês na África do Sul, faziam parte 8 maratonas, sendo que a última deveria ter lugar no passado fim-de-semana.

Não havendo nenhuma no calendário, decidiram-se por organizar a “1ª Maratona no Parque”.


Para tal mediram o perímetro do Parque da Cidade do Porto e concluíram que 10 voltas chegariam e sobrariam para cumprir tal distância.

Anunciaram que partiriam às 8:10 da matina, convidando quem quisesse para lhes fazer companhia numa ou mais voltas.

A iniciativa teve um sucesso ímpar, tendo tido fases com cerca de meia centena de participantes, onde para além de muitos atletas de pelotão participaram também nomes consagrados do atletismo como Rosa Mota e Paulo Catarino.

No que à minha participação diz respeito, desloquei-me tarde ao Parque e as 3 voltas previstas acabaram por duplicar, tendo feito as 6 últimas, num total de 27km, acompanhando assim até à linha final uma dúzia de resistentes.

Um excelente treino que espero seja um embrião para algo mais. Já vai sendo tempo do Porto Runners tomar uma prova como sua.

Entretanto, ontem à meia-noite esperei que o site da Maratona de Londres se transformasse em abóbora e mandei para lá a medida do meu pé, a ver se encaixa no sapatinho.

Agora é esperar por Outubro e fazer muitas figas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Solidão no meio de 40.000

Há milagres. Qualquer bípede pode concluir uma maratona.

Noite mal dormida. Despertar às 6:00.

Pequeno-almoço com o Mark e partida para o Arco do Triunfo.

Luís Mota de grilo. Fomos aos sacos.

Stress. Frio. Vai doer? Vou aguentar?

Último abraço. Eu: “ – vai forte!”; ele: “ – vai com calma”. Nenhum de nós proferiu as palavras ao acaso. Ao Mark, com um registo de 3:00:02, faltavam-lhe uns segundos para entrar na hora dois; eu, com treinos morrinhentos e uma lesão a atormentar-me, só queria terminar e, de preferência, abaixo das quatro horas. Se não vos apetecer ler mais adianto-vos já que ambos conseguimos, à tangente, os nossos intuitos.

Emoção contida.

Poupo-vos àquilo que todos vocês conhecem: o frio, a solidão, o nervosismo, a dúvida e, pela primeira vez numa situação deste tipo, a vida extra-atletismo a passar-me insistentemente pela cabeça, a estacionar na minha cabeça.

O tiro. Nada acontece.

Uns passos. O chão repleto de lixo.

Que faço eu aqui?

Mais uns passos.

8 minutos passados e lá está a linha de partida.

Começo a correr. Uma perna à frente da outra. Não me consigo decidir por um ritmo. Vou muito rápido. Agora muito lento. Que faço eu aqui?

Passa o primeiro quilómetro: 5:18. Não consigo decidir se é lento ou rápido. Deixo-me ir na corrente. Segundo quilómetro a 5:20. Vejo uma bandeira nacional e grito Portugal! “ – Força Meixedo!”. Era a Susan, esposa do Luís Mota.

Lá vou indo entre os 5:00 e os 5:10, até que no quilómetro 9 não aguento mais e tenho que procurar um local discreto para mudar a água às azeitonas. Arranco e esse quilómetro bate a 5:30. Decido recuperar o tempo perdido, mas não chego a fazer 200 metros sem que sinta uma forte picada no tendão, e a perna a prender. Grito um palavrão com todas as forças que tenho. Lágrimas.

Que faço eu aqui?

Páro. Lágrimas.

Arranco lentamente e esse quilometro ainda bate a 4:40. Nem imagino a que ritmo ia quando senti a picada.

Dói mas aguento. Aguento até ao final dos 43.240metros, porque ela nunca mais me abandona.

Estabilizo e entre os km 10 e 26 rolo entre os 5:05 e os 5:10. Sofro mas estou satisfeito.

Por volta do quilómetro 27 sinto repentinamente que as pernas têm vontade própria e que correr não está nos seus planos.

É uma situação nova, para mim, que sempre parei ou abrandei por falta de fôlego, seja lá isso o que for. Desta vez não é o pulmão. Não é o coração. Não me sinto esgotado, mas as pernas não correspondem.

Nos 10 quilómetros seguintes vejo-me aflito para rolar abaixo dos 5:40 e chego mesmo a registar dois quilómetros acima dos 5:50.

QUE FAÇO EU AQUI?!

A partir do quilómetro 37 consigo impor-me às minhas pernas e rolei sempre em torno dos 5:25.

O meu habitual sprint final limitou-se a uns meros 200m, tendo terminado com 3:50:27.

Para meu desespero fiz 43240m, a um ritmo médio de 5:19. Com esse ritmo, em 42195m deveria ter registado um tempo de 3h44min. Mas isso é o condicional e como todos sabemos, se a minha vizinha de baixo tivesse rodas seria um camião TIR.

Terminei, mas com o meu pior tempo de sempre. Sem treino não há milagres. Continuo ateu.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Objectivo …

… ora bem, objectivo …, objectivo …?

Chegar ao fim? Talvez.

Entre a preparação e poupar a lesão, optei pela segunda.

Há quinze dias fiz o suposto treino de 3 horas (que nem lá chegou) e andei dois dias a mancar. Literalmente a arrastar a perna.

Ontem corri meia horita e sentia as pernas pesadas (e a pança também, aleluia, aleluia…), mas há dois dias que não me dói o tendão.

Espero andar a 5:40, nunca baixando dos 5:30, mesmo que não tenha dores. Se tudo correr bem deve dar para passar a meia entre 1h55min e as 2:00h e terminar a bater nas 4:00h, mas de preferência sem as passar.

Se miraculosamente nada me doer e sentir força, logo se vê, mas nunca apertarei antes dos 30km, que é a tal de barreira que me dá gozo superar.

De qualquer das formas, o maraturismo já ninguém mo tira, a menos que caia o avião.

Fica aqui uma actualização do meu milagroso – ou desastroso, a ver vamos – programa de treinos:


Aqui fica também a lista dos maduros-tinto que me foram acompanhando os almoços e jantares desde o dia zero, para que quem queira seguir este plano milagroso o possa fazer de forma absolutamente rigorosa:

Kopke (Douro), Pegões (Península de Setúbal), Chaminé 2005 (Alentejo), Vinha do Meio Queijo 2007 (Douro), Cadão-reserva (Douro), Quinta da Póvoa-espumante (Bairrada), Borba (Alentejo), Serras de Azeitão (Península de Setúbal), Mouras de Arraiolos - Cabernet Sauvignon 2007 (Alentejo), Duorum 2007 (Douro), Encosta de Sabrosa 2004 (Douro), Castello d'Alba Reserva 2007 (Douro), Montes Ermos 2008 (Douro), Quinta do Grifo reserva 2004 (Douro), Duas Quintas 2007 (Douro), Herdade dos Templários 2005 (Ribatejo), Quinta do Côtto 2005 (Douro).

domingo, 4 de abril de 2010

Aleluia, aleluia …

… uma Maratona no Algarve.

De facto, era incompreensível que num país tão pequeno e com apenas 4 maratonas (há uma em Porto Santo, que passa algo despercebida), duas delas (50%!) se realizassem na mesma cidade. O desfecho da Maratona Carlos Lopes era não só esperado, como desejado.

Todos os que de forma mais ou menos intensa, de forma amadora ou profissional, temos alguma ligação ao atletismo, por mais ténue que ela seja, clamávamos por uma Maratona no Algarve, onde existem óptimas condições climatéricas, voos low cost, e uma importante comunidade residente de estrangeiros comedores de massa oriundos de países com tradições maratonistas.

Finalmente parece que ela, a tal Maratona do Algarve, vai ver a luz do dia, mas desenganem-se os amadores que como eu precisam de um intervalo considerável para recuperação entre maratonas, porque com 12 meses no ano e com as Maratonas do Porto e de Lisboa espaçadas apenas de um mês, a inefável xistarca resolveu colar-lhes também a do Algarve, de modo que no espaço de 2 meses ficam as 3 arrumadas. Brilhante!

sábado, 20 de março de 2010

Tá ali, pá, em baixo do lado direito



(o post lá de baixo continua com actualização permanente)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Séries?!!

O Dr. House, o American Dad ou o Family Guy é do que a malta gosta, cá em casa.

Já sei, já sei, e como dizia um amigo meu: “pôrra, pá, pareces uma gaja, sempre a queixares-te!”

Bom, cá vai mais uma história, sem moral no fim, já vou avisando.

30 minutos de aquecimento a um ritmo muito lento, uns alongamentos mais para aproveitar o descanso do que por outro motivo mais nobre e eis que me preparo para, a contragosto, fazer umas rectazitas de 200m. Sai-me a primeira a 3:00min/km; rolo lentamente durante outros 200m e atiro-me com mais calma para a segunda e faço-a a um ritmo de 3:14; repito o descanso e a terceira já me sai a 3:17. Decido que faço apenas mais uma e paro. Nem sei que ritmo deu, mas sei que demorou para aí uns 10minutos, que foi o tempo que demorei a chegar mancando ao carro depois de o tendão ter cedido a meio da última série!

A maratona a 25 dias e eu sem saber quando consigo voltar a treinar. Isto já para nem falar do treino de 3horas que tinha agendado para domingo.

Ficam, pois, desde já todos autorizados a dar-me uma tareia se algum dia me virem a fazer séries.


Desloque o cursor para cima da imagem e pressione o botão esquerdo do rato (ou, utilizando novilingua "quelique na image"), para descontrair.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O tal miraculoso e não menos famoso programa de treinos do Meixedo, ou como fazer uma Maratona treinando apenas 5 semanas. *




Entretanto vou acrescentando a lista dos maduros-tinto que me vão acompanhando os almoços e jantares desde o dia zero, para que quem queira seguir este plano milagroso o possa fazer de forma absolutamente rigorosa:

Kopke (Douro), Pegões (Península de Setúbal), Chaminé 2005 (Alentejo), Vinha do Meio Queijo 2007 (Douro), Cadão-reserva (Douro), Quinta da Póvoa-espumante (Bairrada), Borba (Alentejo), Serras de Azeitão (Península de Setúbal), Mouras de Arraiolos - Cabernet Sauvignon 2007 (Alentejo), Duorum 2007 (Douro), Encosta de Sabrosa 2004 (Douro), Castello d'Alba Reserva 2007 (Douro), Montes Ermos 2008 (Douro), Quinta do Grifo reserva 2004 (Douro), Duas Quintas 2007 (Douro), Herdade dos Templários 2005 (Ribatejo), Quinta do Côtto 2005 (Douro).

* posta em permanente actualização, pelo menos no que ao maduro tinto diz respeito. De notar que repito muitos dos vinhos, pelo que a falta de actualização não significa abstinência.

domingo, 7 de março de 2010

Maratona de Paris – dia zero

Poupo-vos a mais lamentos sobre como a falta de tempo, as lesões e os tendões, as gripes e as constipações me fizeram reconsiderar Paris; até que um amigo pôs hoje termo aos meus carpidos.

Pois é, diz o povo na sua imensa ignorância que eles são para as ocasiões e foi o que aconteceu: o Vitor apareceu-me hoje à porta de casa com um ultimato e lá fui eu, 14 dias depois do último treino, arrastar-me durante mais de hora e meia ao longo do magnífico Douro.

Bom, uma vez que estamos a exactamente 5 semanas da Maratona, já não vale a pena tentar qualquer programa de treinos, pelo que vou fazer o contrário: treinar quando e como puder, anotando tudo. Se no dia 11 do próximo mês conseguir concluir a Maratona, passo-vos o miraculoso e não menos famoso programa de treinos do Meixedo, ou como fazer uma Maratona treinando apenas 5 semanas.

Amanhã acordo às 7:00 e chego a casa pelas 23:30, mas na terça a ver vamos se arranjo um buraco no horário para treinar.

Obrigado, Vitor.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Boas notícias


A minha narina esquerda está desentupida.


Mais um mês finda e só treinei 5 vezes.

70 míseros quilómetros, contra os 200 que constituíram a média mensal em 2009.

Tendo em conta que no mês passado apenas treinei 120km, não há dúvida de que a minha ida a Paris vai ser em grande. Com o hotel e as viagens já pagos, no mínimo vão vão ser umas belas mini-férias.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

1º Grande Prémio de Braga, ...

... que é como quem diz "de casa do Jorge a casa do João".


Entretanto está na cara porque é que a lesão não se vai *.


*(e foi 4-2, não 4-1 como diz no título)