
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Espelho meu, espelho meu, há alguém mais estafado do que eu?
Finalmente fico a saber qual é a minha expressão de sofrimento.
Esta foto foi tirada pelo amigo Joaquim Brandão – um antigo aluno – que me apanhou no último quilómetro da Meia de Ovar, em plena subida, já com mais de hora e meia de corrida nas gâmbias.
Mais fotos aqui.
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o algodão não engana e o caruncho não perdoa
domingo, 27 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Running sightseeing em Idanha-a-Nova
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Ah Leão!
Quando, em Agosto de 2008, debaixo dos tórridos 40º de Port El Kantaoui, mal se arrastando entre o mar e a piscina via aquele doido compatriota que conhecera na praia e com quem fazia dupla na rede de vólei para invariavelmente bater os alemães. Mas, dizíamos nós, quando ele via aquele portuense sair do hotel para fazer um treino de corrida debaixo daquela canícula, nunca se imaginaria ele próprio a começar a correr e muito menos a concluir a sua primeira prova, e logo uma meia-maratona, apenas um mês depois.
Provavelmente também nunca se imaginaria a concluir, apenas 9 meses mais tarde e com um brilhante tempo de 3h9min, a sua primeira maratona.
Por muita imaginação que tivesse, nunca poderia supor que apenas um ano depois de ter dado os primeiros passos de corrida, concluísse, aos 34 anos, uma meia-maratona com o brilhante tempo de 1:22:18, e um 30º lugar.
Aqui o vemos ladeado por dois colegas de treino: o Telmo Silva e o campeoníssimo Hélder Ornelas (que, em preparação para a Maratona de Nova York, ficou em 2º lugar nesta mesma meia de S. João das Lampas).
Provavelmente também nunca se imaginaria a concluir, apenas 9 meses mais tarde e com um brilhante tempo de 3h9min, a sua primeira maratona.
Por muita imaginação que tivesse, nunca poderia supor que apenas um ano depois de ter dado os primeiros passos de corrida, concluísse, aos 34 anos, uma meia-maratona com o brilhante tempo de 1:22:18, e um 30º lugar.
Aqui o vemos ladeado por dois colegas de treino: o Telmo Silva e o campeoníssimo Hélder Ornelas (que, em preparação para a Maratona de Nova York, ficou em 2º lugar nesta mesma meia de S. João das Lampas).
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Ómega 3
Realizou-se hoje, com enorme sucesso, mais uma reunião do conselho de administração do II-Meeting Blogger, para avaliar os resultados da recente Cimeira Bilateral Meeting-Blogger/RunPorto e, como podem constatar pelas imagens em anexo, a coisa está a mexer.
Almoçamos as famosas tripas à moda do Porto, fonte privilegiada de Ómega 3, desde que convenientemente cozinhadas, a saber: substitui-se as tripas por salmão, a chouriça por arenque, a orelheira por sardinha, o toucinho por cavala, os feijões por amendoim e sementes, a couve por abóbora e acompanha-se com sumo de abacate.
Foi exactamente assim que as pedimos, mas já não havia. Nunca mais lá vamos!
Temos já um esquema de programa delineado, mas não queremos ir adiantando pormenores que depois não se venham a realizar, pelo que iremos fornecendo informação à medida que a mesma se for confirmando.
Adiantamos que, na sequência da referida cimeira e por cortesia da RunPorto, iremos ter um espaço próprio na ExpoMaratona, o que nos permitirá um melhor acolhimento dos participantes. Não se precipitem nas inscrições para a(s) prova(s), porque poderemos ser nós a tratar disso, o que facilitará a inscrição como equipa, bem como o próprio levantamento de dorsais.
Pretendemos seleccionar um nome para a equipa, pelo que pedimos que atirem para aqui com as vossas sugestões, para que na próxima semana as possamos pôr a votação.
Lista em permanente actualização (que é como quem diz: sempre que eu por cá passar):
Blogoraiders
Cyberrunners
Cyber team
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Post duplicado por causa das sinergias e tal
sábado, 1 de agosto de 2009
Mania de atravessar pontes

Ó Miguel, ainda estou a pensar na tua passadeira, eu que nem sequer gosto de passar duas vezes no mesmo sítio durante um mesmo treino (só se for em sentido contrário e mesmo assim …).
Isto vem a propósito do treino de hoje. Ando simultaneamente cansado e sem tempo/logística familiar para treinar. Não corria desde domingo e estava com preguiça, mas impus-me ir alargar a passada, sem ter sequer vontade de fazer 20 minutos. Lá fui, e à vista da Pte. D. Luiz I nem me ocorreu regressar; pelo que a atravessei, em direcção a Gaia, e resolvi ir calmamente até à Pte. d’ Arrábida e regressar. Ainda estava a mais de 2 kms de distância e já pensava “e depois pelo mesmo caminho, para trás”, dasss. De modo que, instintivamente, subi a Arrozeira, à estonteante velocidade de 6:20 (quem corre para estes lados sabe do que escrevo), vi-me na Ponte e atravessei para a outra margem. Nem imaginas (estou a escrever para ti, amigo Miguel) o ânimo que ganhei ao saber que o regresso ia ser feito por um percurso diferente.
Um abraço para todos, mas um especial para o meu amigo Miguel, que corre sem sair do sítio.
Isto vem a propósito do treino de hoje. Ando simultaneamente cansado e sem tempo/logística familiar para treinar. Não corria desde domingo e estava com preguiça, mas impus-me ir alargar a passada, sem ter sequer vontade de fazer 20 minutos. Lá fui, e à vista da Pte. D. Luiz I nem me ocorreu regressar; pelo que a atravessei, em direcção a Gaia, e resolvi ir calmamente até à Pte. d’ Arrábida e regressar. Ainda estava a mais de 2 kms de distância e já pensava “e depois pelo mesmo caminho, para trás”, dasss. De modo que, instintivamente, subi a Arrozeira, à estonteante velocidade de 6:20 (quem corre para estes lados sabe do que escrevo), vi-me na Ponte e atravessei para a outra margem. Nem imaginas (estou a escrever para ti, amigo Miguel) o ânimo que ganhei ao saber que o regresso ia ser feito por um percurso diferente.
Um abraço para todos, mas um especial para o meu amigo Miguel, que corre sem sair do sítio.
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A passadeira nã sabe nada,
iouu
domingo, 26 de julho de 2009
Running sightseeing na Ribeira Lima
Ok, ok, não vou começar com a conversa do costume: churrascada na véspera, blá, blá, blá …

Isto era algo que eu já queria fazer há muito: arrancar de casa dos meus pais rumo à Ponte de Lanheses, atravessá-la e seguir pela ecopista da margem esquerda até Ponte do Lima, atravessar a ponte romana e regressar pela ecopista da margem direita.
Ainda por cima tinha uma camelbak para estrear, de modo que com os primeiros foguetes levantei-me e fiz-me ao caminho.
Tentei impor-me um ritmo de 6min/km. Apita o 1º km e o ritmo era de 5:40. Abrandei, e o seguinte, já em cima da ponte, apitou a 5:50 e por aí me deixei ir.
Atravessada a ponte entro na veiga e corro por entre milho e videiras, o que me traz emocionadas recordações dos meus longos verões de criança. O caminho de terra é o mesmo mas agora recebeu o pomposo nome de ecopista.
Ainda na senda das emoções, passo comovido em frente da quinta da minha madrinha e continuo no meu ritmo calmo, até que por volta do km 6 atravesso uma zona de merendas onde já havia gente a montar acampamento e, mesmo sem ser de forma deliberada, vocês sabem como é: um tipo endireita as costas, atira o peito para fora e sem me dar conta faço esse km a 5:10. Tento abrandar, mas nunca mais fiz nenhum km acima de 5:25.
Continuo na minha corrida solitária com o Rio Lima ali ao lado a correr em sentido contrário, sendo de onde a onde ultrapassado por hordas de ciclistas, até que entro finalmente em Ponte do Lima, que atravesso o mais rapidamente possível (km a 4:40) e atravesso o rio pela ponte romana.
Entro na ecopista da margem direita e preparo-me para o regresso, sempre solitário.

Isto era algo que eu já queria fazer há muito: arrancar de casa dos meus pais rumo à Ponte de Lanheses, atravessá-la e seguir pela ecopista da margem esquerda até Ponte do Lima, atravessar a ponte romana e regressar pela ecopista da margem direita.
Ainda por cima tinha uma camelbak para estrear, de modo que com os primeiros foguetes levantei-me e fiz-me ao caminho.
Tentei impor-me um ritmo de 6min/km. Apita o 1º km e o ritmo era de 5:40. Abrandei, e o seguinte, já em cima da ponte, apitou a 5:50 e por aí me deixei ir.
Atravessada a ponte entro na veiga e corro por entre milho e videiras, o que me traz emocionadas recordações dos meus longos verões de criança. O caminho de terra é o mesmo mas agora recebeu o pomposo nome de ecopista.
Ainda na senda das emoções, passo comovido em frente da quinta da minha madrinha e continuo no meu ritmo calmo, até que por volta do km 6 atravesso uma zona de merendas onde já havia gente a montar acampamento e, mesmo sem ser de forma deliberada, vocês sabem como é: um tipo endireita as costas, atira o peito para fora e sem me dar conta faço esse km a 5:10. Tento abrandar, mas nunca mais fiz nenhum km acima de 5:25.
Continuo na minha corrida solitária com o Rio Lima ali ao lado a correr em sentido contrário, sendo de onde a onde ultrapassado por hordas de ciclistas, até que entro finalmente em Ponte do Lima, que atravesso o mais rapidamente possível (km a 4:40) e atravesso o rio pela ponte romana.
Entro na ecopista da margem direita e preparo-me para o regresso, sempre solitário.
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Por aí sigo até Bertiandos, onde em frente ao palácio sou forçado a tomar a estrada nacional, por via da impossibilidade de atravessar um miserável afluente do Lima, e por aí me mantenho a rolar no asfalto os últimos 4 a 5 kms.
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Em casa esperava-me uma chuveirada e um magnífico almoço confeccionado pela melhor cozinheira do mundo - a minha mãe.
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A repetir.
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E o guronsan que ficou no porto
quarta-feira, 22 de julho de 2009
II-MeetingBlogger@EncontroDe-e-Atletas Porto 18 Out 2009
Caros amigos,
Dando sequência a um primeiro encontro de blogs/blogggers de atletismo organizado pelo Luís Mota em Dezembro de 2008, a malta cá de cima resolveu meter mãos à obra e dar continuidade a essa iniciativa.
Está tudo ainda numa fase embrionária, sendo que a única decisão definitiva é a data, que coincidirá propositadamente com o dia da realização da Meia Maratona SportZone, no Porto.
A ideia é a de juntar todos os participantes (bloggers ou simples frequentadores de blogs de atletismo e as respectivas famílias) a seguir à prova e, no mínimo, fazermos uma almoçarada. O grande objectivo é o de promover o convívio e fortalecer a amizade entre tantos e tantos que tem na corrida uma fonte comum de prazer!
Mantenham-se atentos às notícias sobre este evento que iremos, a partir daqui, colocar no blog CORRIDAS & PATUSCADAS, que criamos exclusivamente para esse efeito e comecem já a pensar em inscrever-se!
Até breve,
Miguel Paiva
João Meixedo
Dando sequência a um primeiro encontro de blogs/blogggers de atletismo organizado pelo Luís Mota em Dezembro de 2008, a malta cá de cima resolveu meter mãos à obra e dar continuidade a essa iniciativa.
Está tudo ainda numa fase embrionária, sendo que a única decisão definitiva é a data, que coincidirá propositadamente com o dia da realização da Meia Maratona SportZone, no Porto.
A ideia é a de juntar todos os participantes (bloggers ou simples frequentadores de blogs de atletismo e as respectivas famílias) a seguir à prova e, no mínimo, fazermos uma almoçarada. O grande objectivo é o de promover o convívio e fortalecer a amizade entre tantos e tantos que tem na corrida uma fonte comum de prazer!
Mantenham-se atentos às notícias sobre este evento que iremos, a partir daqui, colocar no blog CORRIDAS & PATUSCADAS, que criamos exclusivamente para esse efeito e comecem já a pensar em inscrever-se!
Até breve,
Miguel Paiva
João Meixedo
sábado, 18 de julho de 2009
Ontem fiz 60 km!
… mas 50 foram de Vespa.
Entretanto, e mudando de assunto, reservem o dia 18 de Outubro nas vossas agendas.
Mais notícias dentro em breve, aqui no quiosque ou numa Lambretta perto de si.
domingo, 12 de julho de 2009
À dúzia é mais barato
E com esta estão completadas 12 Meias-maratonas.
(aqui vou eu em claro esforço, enquadrado pelos amigos Vieira e Ribeiro)
O tempo não foi nada digno de registo (1:38:50), e também não vos vou incomodar com a história do costume (almoço de baptizado na véspera daqueles à moda antiga, com uma série de pratos, seguido de uma sardinhada ao jantar, a 150km de Matosinhos).
Um abraço a todos os companheiros de treinos com quem me fui cruzando antes, durante e depois da prova, e ainda aos habituais amigos bloggers do Norte, Mark e Capela (faltaste tu, Miguel), aos quais acrescentei hoje o Vitor Dias e o Rui Pena.
O tempo não foi nada digno de registo (1:38:50), e também não vos vou incomodar com a história do costume (almoço de baptizado na véspera daqueles à moda antiga, com uma série de pratos, seguido de uma sardinhada ao jantar, a 150km de Matosinhos).
Um abraço a todos os companheiros de treinos com quem me fui cruzando antes, durante e depois da prova, e ainda aos habituais amigos bloggers do Norte, Mark e Capela (faltaste tu, Miguel), aos quais acrescentei hoje o Vitor Dias e o Rui Pena.
Fotos do meu amigo Paulo Rodrigues (um dragão leão ultramaratonista em recuperação de uma fascite plantar, convertido entretanto em fotografo amador), em:
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Futebólicos anónimos

Embora date de 2000 a minha primeira participação numa prova de atletismo (e logo uma meia-
maratona, com uma hora cinquenta minutos e algumas lágrimas à mistura), a verdade é que nos 8 anos que se lhe seguiram apenas participei em 34 provas, e só consegui essa média de 4 provas/ano porque nunca quis perder uma S. Silvestre nem uma Volta a Paranhos.
Naqueles tempos, o treino de corrida sempre se me apresentou como um algo fastidioso complemento à protagonista Bola; até que, farto de lesões, e em consequência de mais uma entorse, em Maio de 2008 atirei pelo ar com umas sapatilhas (ténis, para quem more a sul de Espinho) acabadas de comprar e gritei “acabou-se o futebol!”. E acabou-se mesmo … até anteontem.
Resultado: já ando a fazer gelo e com o pé direito ligado … mas já paguei o mês todo, e na próxima quarta-feira lá estarei.
domingo, 28 de junho de 2009
Faz-se o que se pode
Correr na minha cidade implica encontrar-me com dezenas de amigos e conhecidos, antes, durante e após a prova. Um abraço especial para todos os Leões e Dragões do Veneza; para o Fernando, com quem troquei algumas palavras na parte final da prova e que tive a honra de secundar no cruzamento da meta; também para o Mark, com quem fiz o aquecimento, para o Miguel, o Capela e o Luís. Para todos os outros: façam um blog, para eu vos poder referenciar.
Posta com o alto patrocínio:
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corrida festas cidade do porto - 15km
sábado, 13 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Post com efeitos retroactivos
Cá está o Paulo Martins a terminar os 10 kms da 8ª Corrida do Oriente , no passado domingo, com o magnífico tempo oficial de 37:35.
Parabéns ao Leão, já plenamente recuperado da Maratona.
sábado, 30 de maio de 2009
1001 quilómetros, 1001 razões para não me calar
Aproxima-se Junho e, à semelhança dos anos anteriores, o Parque da Cidade começa a parecer-se com um campo de concentração: corta-se acessos, levanta-se barreiras e mais barreiras, repara-se pisos e bermas que estão ao abandono durante o resto do ano enquanto Sucupira e o seu Coronel se preparam uma vez mais para brincar aos carrinhos no Circuito da Boabosta (em 2008, o lixo deixado nas ruas perpetuou-se por 3 semanas)
Atingi hoje, após um treino desgastante de 19 km debaixo de um calor infernal, a barreira dos 1000 quilómetros corridos – entre treinos e provas – no ano de 2009; e uma vez mais me revolto contra a política de fachada, que tem dinheiro para brincar aos carrinhos, mas que não o tem para implantar um bebedouro que seja ao longo da totalidade dos 12 kms de linha de costa que entre a rotunda do Camaroeiro e a outra do Freixo recebem milhares de portuenses que aos longo de todo o ano e de toda a semana se passeiam, correm, caminham, patinam, pedalam, pescam ou simplesmente pasmam nesta bela marginal.
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cada cidade é banhada pelo rio que merece
segunda-feira, 25 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
País da bola
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Hoje, no final do treino no Parque da Cidade, vi um carro da RTP parar junto da Marisa Barros e das suas colegas de treino e por momentos pensei que fossem entrevistar a melhor Maratonista Portuguesa da actualidade e terceira de sempre (por enquanto, porque está a apenas 54 segundos do recorde da Manuela Machado e ainda a uns dois minutos e meio do da Rosa Mota).
.Hoje, no final do treino no Parque da Cidade, vi um carro da RTP parar junto da Marisa Barros e das suas colegas de treino e por momentos pensei que fossem entrevistar a melhor Maratonista Portuguesa da actualidade e terceira de sempre (por enquanto, porque está a apenas 54 segundos do recorde da Manuela Machado e ainda a uns dois minutos e meio do da Rosa Mota).

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Afinal passaram por ela sem provavelmente a conhecerem e foram entrevistar um tal de Barney que parece que ficou conhecido no passado por dar uns chutos na bola no clube do soba de Gondomar (assim me informou um dos companheiros de treino).
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Afinal passaram por ela sem provavelmente a conhecerem e foram entrevistar um tal de Barney que parece que ficou conhecido no passado por dar uns chutos na bola no clube do soba de Gondomar (assim me informou um dos companheiros de treino).
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domingo, 10 de maio de 2009
Apesar do Augmentin, do Brufen e do Clonix …
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Não há senão sem Bela
Eu, que sempre me opus aos sazonais cenários nauseabundos, totalmente desprovidos da mais ínfima presença de cultura, e por isso me orgulho de, nos idos de 80 e enquanto estudante do ensino senhor prior, ter fundado uma comissão anti-praxe, não deixo, paradoxalmente, de tirar o melhor partido da semana da queima das fitas:
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Numa semana (de sexta a sexta) treinei mais do que normalmente faço durante um mês inteiro.
Numa semana (de sexta a sexta) treinei mais do que normalmente faço durante um mês inteiro.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Boston Marathon
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AVISO À NAVEGAÇÃO:
AVISO À NAVEGAÇÃO:
O post é muito longo. Para leitura telegrámica queira, por favor, deslocar-se de imediato até ao ante-penúltimo parágrafo, directamente, sem passar pela casa de partida e receber dois contos. Ou então passar mesmo ao blog seguinte.
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Doem-me as pernas. Doem-me agora como me doíam no princípio deste treino de 11 km, iniciado às 2 da tarde. Nada que seja, no entanto, de estranhar para quem se deitou à uma da manhã e se levantou às 7 da matina, para trabalhar toda a manhã; isto depois de ter trabalhado tarde e noite anterior até às 23:30; tudo isto, claro está, após ter chegado a casa no início da tarde e na sequência de um período de 32 horas sem pregar olho, iniciado escassas horas após ter corrido uma maratona.
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Bom, isto já está a ficar muito confuso; o melhor é começar pelo princípio. O princípio mesmo foi quando ainda em 2008 me inscrevi para a Maratona de Boston, mas isso já vocês sabem. Não é necessário recuar tanto. Vamos apenas até sábado passado, quando após uma feijoada no Núcleo Sportinguista de New Bedford, nos convenceram a participar numa corrida de beneficência a ter lugar no dia seguinte (véspera da maratona!).
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Doem-me as pernas. Doem-me agora como me doíam no princípio deste treino de 11 km, iniciado às 2 da tarde. Nada que seja, no entanto, de estranhar para quem se deitou à uma da manhã e se levantou às 7 da matina, para trabalhar toda a manhã; isto depois de ter trabalhado tarde e noite anterior até às 23:30; tudo isto, claro está, após ter chegado a casa no início da tarde e na sequência de um período de 32 horas sem pregar olho, iniciado escassas horas após ter corrido uma maratona.
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Bom, isto já está a ficar muito confuso; o melhor é começar pelo princípio. O princípio mesmo foi quando ainda em 2008 me inscrevi para a Maratona de Boston, mas isso já vocês sabem. Não é necessário recuar tanto. Vamos apenas até sábado passado, quando após uma feijoada no Núcleo Sportinguista de New Bedford, nos convenceram a participar numa corrida de beneficência a ter lugar no dia seguinte (véspera da maratona!).
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Percorri esses 5 km nuns modestos 21:40, que deram ainda assim para me classificar em 41º da geral de entre 414 competidores. O Paulo, esse preferiu acompanhar a esposa, que se iniciou há pouco no mundo da corrida. Na verdade a minha mulher também correu, participando assim pela primeira vez numa prova oficial, sendo que a acompanhei na última milha, porque mal cortei a meta corri em sentido contrário para lhe prestar esse apoio. Já agora, deixem-me dizer-vos que o meu miúdo, de apenas 7 anos, também participou num prova de cerca de 200 metros, tendo-se classificado em 4º lugar.
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Percorri esses 5 km nuns modestos 21:40, que deram ainda assim para me classificar em 41º da geral de entre 414 competidores. O Paulo, esse preferiu acompanhar a esposa, que se iniciou há pouco no mundo da corrida. Na verdade a minha mulher também correu, participando assim pela primeira vez numa prova oficial, sendo que a acompanhei na última milha, porque mal cortei a meta corri em sentido contrário para lhe prestar esse apoio. Já agora, deixem-me dizer-vos que o meu miúdo, de apenas 7 anos, também participou num prova de cerca de 200 metros, tendo-se classificado em 4º lugar.
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Mas tudo isto é pormenor (para vocês, porque para mim é motivo de grande orgulho ver a família alinhar nestas lides). O que eu vos queria contar era que no lanche/almoço que se seguiu (e que rico manjar; nunca vi nada parecido em provas portuguesas) conhecemos um luso-descendente, presidente do Greater New Bedford Track Club, o Fernando que, tal como outros presentes, se preparava para no dia seguinte correr a Maratona de Boston. De imediato combinamos viagem para Hopkinton (local de partida) no autocarro do clube.
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Acordar às 4:30 da matina, para estar no local combinado uma hora depois. 5:20, 5:25, 5:30, 5:35, 5:40, nem autocarro, nem camioneta, nem carro, nem cão, nem gato … arrancamos e fomos espreitar um pouco mais à frente. Lá estava o maralhal. Afinal não era no parque de estacionamento do Burger King, mas sim no do Mc Donalds, ou ao contrário, sei lá; para mim um hambúrguer é apenas um hambúrguer e quero distância deles nos próximos tempos.
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Havia tipos de almofada e saco-cama e cedo percebi porquê. Havia também membros do clube Mountain Milers, do Arizona. Após chegada ao local da concentração por volta das 7:00 – onde teríamos que esperar até às 10.30 – e termos saído para uma volta pela athletes village para ambientação e recolha de víveres, regressamos gelados ao quentinho do autocarro, onde ainda chegamos a tempo de testemunhar um acontecimento curioso: um pedido de casamento de um rapaz à sua namorada, ambos maratonistas, que incluiu anel solitário e tudo. Em seguida sacou de 2 enormes autocolantes com os dizeres “just engaged”, para colar nas respectivas camisolas.
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Mas tudo isto é pormenor (para vocês, porque para mim é motivo de grande orgulho ver a família alinhar nestas lides). O que eu vos queria contar era que no lanche/almoço que se seguiu (e que rico manjar; nunca vi nada parecido em provas portuguesas) conhecemos um luso-descendente, presidente do Greater New Bedford Track Club, o Fernando que, tal como outros presentes, se preparava para no dia seguinte correr a Maratona de Boston. De imediato combinamos viagem para Hopkinton (local de partida) no autocarro do clube.
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Acordar às 4:30 da matina, para estar no local combinado uma hora depois. 5:20, 5:25, 5:30, 5:35, 5:40, nem autocarro, nem camioneta, nem carro, nem cão, nem gato … arrancamos e fomos espreitar um pouco mais à frente. Lá estava o maralhal. Afinal não era no parque de estacionamento do Burger King, mas sim no do Mc Donalds, ou ao contrário, sei lá; para mim um hambúrguer é apenas um hambúrguer e quero distância deles nos próximos tempos.
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Havia tipos de almofada e saco-cama e cedo percebi porquê. Havia também membros do clube Mountain Milers, do Arizona. Após chegada ao local da concentração por volta das 7:00 – onde teríamos que esperar até às 10.30 – e termos saído para uma volta pela athletes village para ambientação e recolha de víveres, regressamos gelados ao quentinho do autocarro, onde ainda chegamos a tempo de testemunhar um acontecimento curioso: um pedido de casamento de um rapaz à sua namorada, ambos maratonistas, que incluiu anel solitário e tudo. Em seguida sacou de 2 enormes autocolantes com os dizeres “just engaged”, para colar nas respectivas camisolas.
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Após salva de palmas e parabéns por parte de todos os presentes perguntei ao noivo se ele teria condições para correr a maratona no caso de a noiva ter recusado o pedido, e se tinha na mochila um autocolante a dizer “just dumped”. Gargalhada geral e comentário do motorista, também maratonista, o italiano Joe: this portugueses are all comedians.
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No autocarro conhecemos um outro membro do GNBTC: um americano residente em Lisboa que é nada mais nada menos do que o editor em Portugal do Dean Karnazes e que quando soube que eu era português me disse: “já sei de onde me lembro da tua cara; na vépera da Maratona do Porto compraste-me um livro do Dean. Ias com uma criança pela mão”. Pôrra! Ele há gajos com memória de elefante; ou então foi o único livro que vendeu :)
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Disse-me que vai editar em português o DVD do Karnazes e garantiu-me que podemos contar com eles – Peter Cooper e Dean Karnazes – na próxima edição da Maratona do Porto.
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Mais uma banana, mais um café, mais uma mijinha, mais um gatorade, mais uma barrinha, mais uma foto, mais uma conversa e lá chegaram as 10:00h – hora de partida dos 14.000 atletas que se qualificaram.
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Às 10:30h, enquanto esperava juntamente com os outros 13.000 não qualificados na linha de partida passei o tempo, imagine-se, a bocejar! O sono sobrepunha-se à ansiedade e o Paulo gozava com a situação. Dado o tiro, demoramos 12 (!!) minutos a cruzar a linha de partida. O que vale é que o tempo oficial é o do chip.
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Tínhamos combinado rolar os primeiros 10kms a 5:15-5:20, mas perante tamanha multidão a única preocupação era arranjar forma de, em primeiro lugar, conseguir correr e, em segundo lugar, arranjar forma de ultrapassar os mais lentos.
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Excuse me daqui, excuse me dali, empurra um, empurra outro, trava, desvia, sobe barranco, desce passeio, quando de repente o GPS apita o primeiro km a 4:35. Digo ao Paulo para abrandar, e quase atropelo um palerma que já ia a passo. Os kms sucedem-se mais lentos mas sempre abaixo dos 5:00min/km.

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Após salva de palmas e parabéns por parte de todos os presentes perguntei ao noivo se ele teria condições para correr a maratona no caso de a noiva ter recusado o pedido, e se tinha na mochila um autocolante a dizer “just dumped”. Gargalhada geral e comentário do motorista, também maratonista, o italiano Joe: this portugueses are all comedians.
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No autocarro conhecemos um outro membro do GNBTC: um americano residente em Lisboa que é nada mais nada menos do que o editor em Portugal do Dean Karnazes e que quando soube que eu era português me disse: “já sei de onde me lembro da tua cara; na vépera da Maratona do Porto compraste-me um livro do Dean. Ias com uma criança pela mão”. Pôrra! Ele há gajos com memória de elefante; ou então foi o único livro que vendeu :)
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Disse-me que vai editar em português o DVD do Karnazes e garantiu-me que podemos contar com eles – Peter Cooper e Dean Karnazes – na próxima edição da Maratona do Porto.
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Mais uma banana, mais um café, mais uma mijinha, mais um gatorade, mais uma barrinha, mais uma foto, mais uma conversa e lá chegaram as 10:00h – hora de partida dos 14.000 atletas que se qualificaram.
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Às 10:30h, enquanto esperava juntamente com os outros 13.000 não qualificados na linha de partida passei o tempo, imagine-se, a bocejar! O sono sobrepunha-se à ansiedade e o Paulo gozava com a situação. Dado o tiro, demoramos 12 (!!) minutos a cruzar a linha de partida. O que vale é que o tempo oficial é o do chip.
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Tínhamos combinado rolar os primeiros 10kms a 5:15-5:20, mas perante tamanha multidão a única preocupação era arranjar forma de, em primeiro lugar, conseguir correr e, em segundo lugar, arranjar forma de ultrapassar os mais lentos.
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Excuse me daqui, excuse me dali, empurra um, empurra outro, trava, desvia, sobe barranco, desce passeio, quando de repente o GPS apita o primeiro km a 4:35. Digo ao Paulo para abrandar, e quase atropelo um palerma que já ia a passo. Os kms sucedem-se mais lentos mas sempre abaixo dos 5:00min/km.
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O povo é mais que muito, na corrida e fora dela, o Paulo e eu temos que gritar para nos fazermos ouvir, tal a algazarra de sinos, cornetas, trombetas, bandas, gritos, enfim.
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Começo a insistir com o Paulo para que ele siga a corrida dele e aos 7km abrando mesmo para o forçar, pois já tinha percebido que o estava a travar. Despedimo-nos e foi a última vez que soube dele. Até ao final da prova, bem entendido.
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Retomei o ritmo e comecei a fazer contas de cabeça. A achar que era possível fazer 3:30h se aguentasse bem até à meia. O dia é feriado e as famílias saem entusiasticamente à rua apoiando, oferecendo água, laranjas, bananas, cefé, cerveja (!), colocando cartazes de incentivo e de paródia: “shortcut” (a apontar para um bosque), “Obama says we can, but Kenyans take it all”, e muitos outros.
O povo é mais que muito, na corrida e fora dela, o Paulo e eu temos que gritar para nos fazermos ouvir, tal a algazarra de sinos, cornetas, trombetas, bandas, gritos, enfim.
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Começo a insistir com o Paulo para que ele siga a corrida dele e aos 7km abrando mesmo para o forçar, pois já tinha percebido que o estava a travar. Despedimo-nos e foi a última vez que soube dele. Até ao final da prova, bem entendido.
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Retomei o ritmo e comecei a fazer contas de cabeça. A achar que era possível fazer 3:30h se aguentasse bem até à meia. O dia é feriado e as famílias saem entusiasticamente à rua apoiando, oferecendo água, laranjas, bananas, cefé, cerveja (!), colocando cartazes de incentivo e de paródia: “shortcut” (a apontar para um bosque), “Obama says we can, but Kenyans take it all”, e muitos outros.
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Lá passei a meia com 1:40 e comecei a gerir o esforço, abrandando e bebendo em todos os abastecimentos, até que por volta dos 30km aparece a famosa Heart Break Hill, uma subida de cerca de 2km que faz as primeira vítimas. O final da mesma coincide com a entrada em circuito urbano, com a presença de muitos milhares de espectadores numa gritaria ensurdecedora e utilizando megafones com palavras de incentivo dizendo que passamos o pior, que agora está praticamente feita a maratona. A verdade é que acreditamos e todos aceleramos, eu chego a fazer os meus dois kms mais rápidos até ao momento, ainda faço mais um e mais outro, até que caio em mim e percebo que ainda faltam 6 ou 7 kms. Da cintura para baixo, tudo me dói (tudo excepto … bom, adiante. O joelho esquerdo ferve e é regado com dois copos de água em todos os abastecimentos desde antes da meia. Os quadriceps estão plásticos. Vejo gente a cair, como verei até aos últimos metros da prova, e começo a temer uma dor forte ou uma cãibra. Lá me aguento e corto a meta com 3:24:06, com 42.660m no meu GPS, provavelmente devido às centenas de esses que fiz durante toda a prova para poder ultrapassar multidões.
Lá passei a meia com 1:40 e comecei a gerir o esforço, abrandando e bebendo em todos os abastecimentos, até que por volta dos 30km aparece a famosa Heart Break Hill, uma subida de cerca de 2km que faz as primeira vítimas. O final da mesma coincide com a entrada em circuito urbano, com a presença de muitos milhares de espectadores numa gritaria ensurdecedora e utilizando megafones com palavras de incentivo dizendo que passamos o pior, que agora está praticamente feita a maratona. A verdade é que acreditamos e todos aceleramos, eu chego a fazer os meus dois kms mais rápidos até ao momento, ainda faço mais um e mais outro, até que caio em mim e percebo que ainda faltam 6 ou 7 kms. Da cintura para baixo, tudo me dói (tudo excepto … bom, adiante. O joelho esquerdo ferve e é regado com dois copos de água em todos os abastecimentos desde antes da meia. Os quadriceps estão plásticos. Vejo gente a cair, como verei até aos últimos metros da prova, e começo a temer uma dor forte ou uma cãibra. Lá me aguento e corto a meta com 3:24:06, com 42.660m no meu GPS, provavelmente devido às centenas de esses que fiz durante toda a prova para poder ultrapassar multidões.
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Fico em 5577º de entre 22.849 atletas classificados abaixo das 6:30h, o que me coloca em 3º dos 8 portugueses presentes, sendo que fiz uma prova literalmente de trás para a frente, não passando 10s sem fazer uma ultrapassagem, e nunca tendo sido ultrapassado durante toda a prova. Poupo-vos aos pormenores emotivos e demasiadamente pessoais da chegada bem como ao frio e vento que enfrentei durante a prova, não sem antes vos dizer que o Paulo já se encontrava à minha espera, tendo registado um tempo oficial de 3:09:06, tendo sido o melhor português e, já agora, o tempo mais rápido de todos os que se deslocaram no autocarro do GNBTC. Classificou-se em 2562º.
Fico em 5577º de entre 22.849 atletas classificados abaixo das 6:30h, o que me coloca em 3º dos 8 portugueses presentes, sendo que fiz uma prova literalmente de trás para a frente, não passando 10s sem fazer uma ultrapassagem, e nunca tendo sido ultrapassado durante toda a prova. Poupo-vos aos pormenores emotivos e demasiadamente pessoais da chegada bem como ao frio e vento que enfrentei durante a prova, não sem antes vos dizer que o Paulo já se encontrava à minha espera, tendo registado um tempo oficial de 3:09:06, tendo sido o melhor português e, já agora, o tempo mais rápido de todos os que se deslocaram no autocarro do GNBTC. Classificou-se em 2562º.
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Nós com o Fernado, após a prova.
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No dia seguinte, já no avião, recebo das mãos da hospedeira o jornal The Boston Globe, com uma separata inteiramente dedicada à Maratona, incluindo a listagem de todos os atletas que concluíram a prova, de onde constam o do Paulo e o meu próprio.
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No dia seguinte, já no avião, recebo das mãos da hospedeira o jornal The Boston Globe, com uma separata inteiramente dedicada à Maratona, incluindo a listagem de todos os atletas que concluíram a prova, de onde constam o do Paulo e o meu próprio.
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Para recordar até ser velhinho.
Para recordar até ser velhinho.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
O Maraturismo vai bem, obrigado, já quanto ao maratonismo …
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Dia 8 (9 de Abril) Rumo à Flórida
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Visita ao Air Space Museum (simplesmente fabuloso) e ao de Museu de História Natural, antes de largarmos o Toyota Siena no aeroporto e continuarmos a rumar ao sul, abandonando finalmente a estrada e utilizando o meio mais rápido que existe de passar de um local para o outro, o que não propriamente o mesmo que viajar (a viagem continuaria dentro de momentos).
Chegada de noite a Orlando, recolha do Chrysler qualquer coisa e instalação no hotel.

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Dia 9 (10 de Abril) 1º dia na Disney
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Dia sem treino … de corrida, mas com muitos quilómetros percorridos a pé.
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Dia 10 (11 de Abril) Treino na Flórida
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Regresso aos treinos às 7 da matina, finalmente apenas de calções e t-shirt. 13 kms a 5:13, com muito sofrimento da minha parte (o Paulo parece-me em boa forma).
Mais um dia a bater a perna, desta vez no parque da Universal Studios.

Crocodilos que haveríamos de ver em maior quantidade nos terrenos circundantes às instalações da NASA, onde passamos a tarde.

Gagarin was the first, anyway!
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Dia 12 (13 de Abril) Mais um dia na Disney
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Apenas 6 kms a 4:40, às 7 da matina.
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Dia 13 (14 de Abril) Regresso ao norte e ao frio
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Mais um dia sem treino.
Partida, no nosso Chrysler não-sei-das-quantas, para Daytona Beach, para checkar a dita cuja, bem como a famosa pista Nascar.
Regresso a Orlando para apanhar o avião para Boston, ou New Bedford, para ser mais preciso.
Já estou farto da América dos americanos; dos idiotas dos americanos. Estou com saudades da América dos portugueses.
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Dia 14 (15 de Abril) Back to New Bedford
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Dia 8 (9 de Abril) Rumo à Flórida
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Dia sem treino.
Visita ao Air Space Museum (simplesmente fabuloso) e ao de Museu de História Natural, antes de largarmos o Toyota Siena no aeroporto e continuarmos a rumar ao sul, abandonando finalmente a estrada e utilizando o meio mais rápido que existe de passar de um local para o outro, o que não propriamente o mesmo que viajar (a viagem continuaria dentro de momentos).
Chegada de noite a Orlando, recolha do Chrysler qualquer coisa e instalação no hotel.
Deixamos pela primeira vez os casacos vestimos finalmente calções.
Muda o clima, muda a paisagem, mantém-se os mesmos americanos: gordos e estúpidos.

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Dia 9 (10 de Abril) 1º dia na Disney
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Dia sem treino … de corrida, mas com muitos quilómetros percorridos a pé.
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Dia 10 (11 de Abril) Treino na Flórida
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Muita humidade.
Regresso aos treinos às 7 da matina, finalmente apenas de calções e t-shirt. 13 kms a 5:13, com muito sofrimento da minha parte (o Paulo parece-me em boa forma).
Mais um dia a bater a perna, desta vez no parque da Universal Studios.
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Dia 11 (12 de Abril) Domingo de Páscoa
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Dia 11 (12 de Abril) Domingo de Páscoa
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Mais um dia iniciado com treino às 7:00, com um treino de 11 kms a 4:57 (incluindo os 3 primeiros quilómetros a 5:45), terminado com muito esforço (isto não está fácil!) à porta do hotel. O Paulo, esse continuou por mais alguns quilómetros e ainda se deu ao luxo de apertar o ritmo.
Partida para os Everglades, em busca dos crocodilos e duma enorme variedade de aves, a bordo de um air boat.

Crocodilos que haveríamos de ver em maior quantidade nos terrenos circundantes às instalações da NASA, onde passamos a tarde.

Gagarin was the first, anyway!
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Dia 12 (13 de Abril) Mais um dia na Disney
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Apenas 6 kms a 4:40, às 7 da matina.
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Dia 13 (14 de Abril) Regresso ao norte e ao frio
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Mais um dia sem treino.
Partida, no nosso Chrysler não-sei-das-quantas, para Daytona Beach, para checkar a dita cuja, bem como a famosa pista Nascar.
Regresso a Orlando para apanhar o avião para Boston, ou New Bedford, para ser mais preciso.
Já estou farto da América dos americanos; dos idiotas dos americanos. Estou com saudades da América dos portugueses.
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Dia 14 (15 de Abril) Back to New Bedford
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Treino de 11 kms a 4:50 (o Paulo fez mais 4 kms e ainda baixou o ritmo total do treino para 4:30. Em boa forma, o rapaz), na Baía de New Bedford, terminado com uma visita ao Núcleo Sportinguista e um cimbalino no café Portugal (o Paulo preferiu uma bica).
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