sábado, 18 de julho de 2009

Ontem fiz 60 km!


… mas 50 foram de Vespa.



Entretanto, e mudando de assunto, reservem o dia 18 de Outubro nas vossas agendas.
Mais notícias dentro em breve, aqui no quiosque ou numa Lambretta perto de si.

domingo, 12 de julho de 2009

À dúzia é mais barato

E com esta estão completadas 12 Meias-maratonas.

(aqui vou eu em claro esforço, enquadrado pelos amigos Vieira e Ribeiro)

O tempo não foi nada digno de registo (1:38:50), e também não vos vou incomodar com a história do costume (almoço de baptizado na véspera daqueles à moda antiga, com uma série de pratos, seguido de uma sardinhada ao jantar, a 150km de Matosinhos).

Um abraço a todos os companheiros de treinos com quem me fui cruzando antes, durante e depois da prova, e ainda aos habituais amigos bloggers do Norte, Mark e Capela (faltaste tu, Miguel), aos quais acrescentei hoje o Vitor Dias e o Rui Pena.

Fotos do meu amigo Paulo Rodrigues (um dragão leão ultramaratonista em recuperação de uma fascite plantar, convertido entretanto em fotografo amador), em:

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Futebólicos anónimos



Embora date de 2000 a minha primeira participação numa prova de atletismo (e logo uma meia-maratona, com uma hora cinquenta minutos e algumas lágrimas à mistura), a verdade é que nos 8 anos que se lhe seguiram apenas participei em 34 provas, e só consegui essa média de 4 provas/ano porque nunca quis perder uma S. Silvestre nem uma Volta a Paranhos.


Naqueles tempos, o treino de corrida sempre se me apresentou como um algo fastidioso complemento à protagonista Bola; até que, farto de lesões, e em consequência de mais uma entorse, em Maio de 2008 atirei pelo ar com umas sapatilhas (ténis, para quem more a sul de Espinho) acabadas de comprar e gritei “acabou-se o futebol!”. E acabou-se mesmo … até anteontem.

Resultado: já ando a fazer gelo e com o pé direito ligado … mas já paguei o mês todo, e na próxima quarta-feira lá estarei.

domingo, 28 de junho de 2009

Faz-se o que se pode

Quando se vai para a farra na noite anterior, não se pode esperar milagres. Ainda assim deu para ficar no primeiro terço da classificação (398º de entre 1223 atletas que terminaram a prova), com um tempo oficial de 1:08:28h.

Correr na minha cidade implica encontrar-me com dezenas de amigos e conhecidos, antes, durante e após a prova. Um abraço especial para todos os Leões e Dragões do Veneza; para o Fernando, com quem troquei algumas palavras na parte final da prova e que tive a honra de secundar no cruzamento da meta; também para o Mark, com quem fiz o aquecimento, para o Miguel, o Capela e o Luís. Para todos os outros: façam um blog, para eu vos poder referenciar.

Posta com o alto patrocínio:

sábado, 13 de junho de 2009

Running sightseeing in Cornwall (updated)



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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Post com efeitos retroactivos

Cá está o Paulo Martins a terminar os 10 kms da 8ª Corrida do Oriente , no passado domingo, com o magnífico tempo oficial de 37:35.


Parabéns ao Leão, já plenamente recuperado da Maratona.

sábado, 30 de maio de 2009

1001 quilómetros, 1001 razões para não me calar


Aproxima-se Junho e, à semelhança dos anos anteriores, o Parque da Cidade começa a parecer-se com um campo de concentração: corta-se acessos, levanta-se barreiras e mais barreiras, repara-se pisos e bermas que estão ao abandono durante o resto do ano enquanto Sucupira e o seu Coronel se preparam uma vez mais para brincar aos carrinhos no Circuito da Boabosta (em 2008, o lixo deixado nas ruas perpetuou-se por 3 semanas)

Atingi hoje, após um treino desgastante de 19 km debaixo de um calor infernal, a barreira dos 1000 quilómetros corridos – entre treinos e provas – no ano de 2009; e uma vez mais me revolto contra a política de fachada, que tem dinheiro para brincar aos carrinhos, mas que não o tem para implantar um bebedouro que seja ao longo da totalidade dos 12 kms de linha de costa que entre a rotunda do Camaroeiro e a outra do Freixo recebem milhares de portuenses que aos longo de todo o ano e de toda a semana se passeiam, correm, caminham, patinam, pedalam, pescam ou simplesmente pasmam nesta bela marginal.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

País da bola

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Hoje, no final do treino no Parque da Cidade, vi um carro da RTP parar junto da Marisa Barros e das suas colegas de treino e por momentos pensei que fossem entrevistar a melhor Maratonista Portuguesa da actualidade e terceira de sempre (por enquanto, porque está a apenas 54 segundos do recorde da Manuela Machado e ainda a uns dois minutos e meio do da Rosa Mota).
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Afinal passaram por ela sem provavelmente a conhecerem e foram entrevistar um tal de Barney que parece que ficou conhecido no passado por dar uns chutos na bola no clube do soba de Gondomar (assim me informou um dos companheiros de treino).
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Ainda puxei pela cabeça, mas Barney só me lembro mesmo do amigo do Fred:
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domingo, 10 de maio de 2009

Apesar do Augmentin, do Brufen e do Clonix …

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… não me foi possível correr mais depressix *
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ir correr a Cortegaça
com um dente inflamado
foi a minha desgraça
após treino exagerado
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* 1:39:35

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não há senão sem Bela

Eu, que sempre me opus aos sazonais cenários nauseabundos, totalmente desprovidos da mais ínfima presença de cultura, e por isso me orgulho de, nos idos de 80 e enquanto estudante do ensino senhor prior, ter fundado uma comissão anti-praxe, não deixo, paradoxalmente, de tirar o melhor partido da semana da queima das fitas:
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Numa semana (de sexta a sexta) treinei mais do que normalmente faço durante um mês inteiro.

sábado, 25 de abril de 2009

Boston Marathon

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AVISO À NAVEGAÇÃO:
O post é muito longo. Para leitura telegrámica queira, por favor, deslocar-se de imediato até ao ante-penúltimo parágrafo, directamente, sem passar pela casa de partida e receber dois contos. Ou então passar mesmo ao blog seguinte.
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Doem-me as pernas. Doem-me agora como me doíam no princípio deste treino de 11 km, iniciado às 2 da tarde. Nada que seja, no entanto, de estranhar para quem se deitou à uma da manhã e se levantou às 7 da matina, para trabalhar toda a manhã; isto depois de ter trabalhado tarde e noite anterior até às 23:30; tudo isto, claro está, após ter chegado a casa no início da tarde e na sequência de um período de 32 horas sem pregar olho, iniciado escassas horas após ter corrido uma maratona.
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Bom, isto já está a ficar muito confuso; o melhor é começar pelo princípio. O princípio mesmo foi quando ainda em 2008 me inscrevi para a Maratona de Boston, mas isso já vocês sabem. Não é necessário recuar tanto. Vamos apenas até sábado passado, quando após uma feijoada no Núcleo Sportinguista de New Bedford, nos convenceram a participar numa corrida de beneficência a ter lugar no dia seguinte (véspera da maratona!).

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Percorri esses 5 km nuns modestos 21:40, que deram ainda assim para me classificar em 41º da geral de entre 414 competidores. O Paulo, esse preferiu acompanhar a esposa, que se iniciou há pouco no mundo da corrida. Na verdade a minha mulher também correu, participando assim pela primeira vez numa prova oficial, sendo que a acompanhei na última milha, porque mal cortei a meta corri em sentido contrário para lhe prestar esse apoio. Já agora, deixem-me dizer-vos que o meu miúdo, de apenas 7 anos, também participou num prova de cerca de 200 metros, tendo-se classificado em 4º lugar.
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Mas tudo isto é pormenor (para vocês, porque para mim é motivo de grande orgulho ver a família alinhar nestas lides). O que eu vos queria contar era que no lanche/almoço que se seguiu (e que rico manjar; nunca vi nada parecido em provas portuguesas) conhecemos um luso-descendente, presidente do Greater New Bedford Track Club, o Fernando que, tal como outros presentes, se preparava para no dia seguinte correr a Maratona de Boston. De imediato combinamos viagem para Hopkinton (local de partida) no autocarro do clube.
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Acordar às 4:30 da matina, para estar no local combinado uma hora depois. 5:20, 5:25, 5:30, 5:35, 5:40, nem autocarro, nem camioneta, nem carro, nem cão, nem gato … arrancamos e fomos espreitar um pouco mais à frente. Lá estava o maralhal. Afinal não era no parque de estacionamento do Burger King, mas sim no do Mc Donalds, ou ao contrário, sei lá; para mim um hambúrguer é apenas um hambúrguer e quero distância deles nos próximos tempos.
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Havia tipos de almofada e saco-cama e cedo percebi porquê. Havia também membros do clube Mountain Milers, do Arizona. Após chegada ao local da concentração por volta das 7:00 – onde teríamos que esperar até às 10.30 – e termos saído para uma volta pela athletes village para ambientação e recolha de víveres, regressamos gelados ao quentinho do autocarro, onde ainda chegamos a tempo de testemunhar um acontecimento curioso: um pedido de casamento de um rapaz à sua namorada, ambos maratonistas, que incluiu anel solitário e tudo. Em seguida sacou de 2 enormes autocolantes com os dizeres “just engaged”, para colar nas respectivas camisolas.
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Após salva de palmas e parabéns por parte de todos os presentes perguntei ao noivo se ele teria condições para correr a maratona no caso de a noiva ter recusado o pedido, e se tinha na mochila um autocolante a dizer “just dumped”. Gargalhada geral e comentário do motorista, também maratonista, o italiano Joe: this portugueses are all comedians.
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No autocarro conhecemos um outro membro do GNBTC: um americano residente em Lisboa que é nada mais nada menos do que o editor em Portugal do Dean Karnazes e que quando soube que eu era português me disse: “já sei de onde me lembro da tua cara; na vépera da Maratona do Porto compraste-me um livro do Dean. Ias com uma criança pela mão”. Pôrra! Ele há gajos com memória de elefante; ou então foi o único livro que vendeu :)
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Disse-me que vai editar em português o DVD do Karnazes e garantiu-me que podemos contar com eles – Peter Cooper e Dean Karnazes – na próxima edição da Maratona do Porto.
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Mais uma banana, mais um café, mais uma mijinha, mais um gatorade, mais uma barrinha, mais uma foto, mais uma conversa e lá chegaram as 10:00h – hora de partida dos 14.000 atletas que se qualificaram.
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Às 10:30h, enquanto esperava juntamente com os outros 13.000 não qualificados na linha de partida passei o tempo, imagine-se, a bocejar! O sono sobrepunha-se à ansiedade e o Paulo gozava com a situação. Dado o tiro, demoramos 12 (!!) minutos a cruzar a linha de partida. O que vale é que o tempo oficial é o do chip.
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Tínhamos combinado rolar os primeiros 10kms a 5:15-5:20, mas perante tamanha multidão a única preocupação era arranjar forma de, em primeiro lugar, conseguir correr e, em segundo lugar, arranjar forma de ultrapassar os mais lentos.
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Excuse me daqui, excuse me dali, empurra um, empurra outro, trava, desvia, sobe barranco, desce passeio, quando de repente o GPS apita o primeiro km a 4:35. Digo ao Paulo para abrandar, e quase atropelo um palerma que já ia a passo. Os kms sucedem-se mais lentos mas sempre abaixo dos 5:00min/km.
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O povo é mais que muito, na corrida e fora dela, o Paulo e eu temos que gritar para nos fazermos ouvir, tal a algazarra de sinos, cornetas, trombetas, bandas, gritos, enfim.
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Começo a insistir com o Paulo para que ele siga a corrida dele e aos 7km abrando mesmo para o forçar, pois já tinha percebido que o estava a travar. Despedimo-nos e foi a última vez que soube dele. Até ao final da prova, bem entendido.
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Retomei o ritmo e comecei a fazer contas de cabeça. A achar que era possível fazer 3:30h se aguentasse bem até à meia. O dia é feriado e as famílias saem entusiasticamente à rua apoiando, oferecendo água, laranjas, bananas, cefé, cerveja (!), colocando cartazes de incentivo e de paródia: “shortcut” (a apontar para um bosque), “Obama says we can, but Kenyans take it all”, e muitos outros.
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Lá passei a meia com 1:40 e comecei a gerir o esforço, abrandando e bebendo em todos os abastecimentos, até que por volta dos 30km aparece a famosa Heart Break Hill, uma subida de cerca de 2km que faz as primeira vítimas. O final da mesma coincide com a entrada em circuito urbano, com a presença de muitos milhares de espectadores numa gritaria ensurdecedora e utilizando megafones com palavras de incentivo dizendo que passamos o pior, que agora está praticamente feita a maratona. A verdade é que acreditamos e todos aceleramos, eu chego a fazer os meus dois kms mais rápidos até ao momento, ainda faço mais um e mais outro, até que caio em mim e percebo que ainda faltam 6 ou 7 kms. Da cintura para baixo, tudo me dói (tudo excepto … bom, adiante. O joelho esquerdo ferve e é regado com dois copos de água em todos os abastecimentos desde antes da meia. Os quadriceps estão plásticos. Vejo gente a cair, como verei até aos últimos metros da prova, e começo a temer uma dor forte ou uma cãibra. Lá me aguento e corto a meta com 3:24:06, com 42.660m no meu GPS, provavelmente devido às centenas de esses que fiz durante toda a prova para poder ultrapassar multidões.
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Fico em 5577º de entre 22.849 atletas classificados abaixo das 6:30h, o que me coloca em 3º dos 8 portugueses presentes, sendo que fiz uma prova literalmente de trás para a frente, não passando 10s sem fazer uma ultrapassagem, e nunca tendo sido ultrapassado durante toda a prova. Poupo-vos aos pormenores emotivos e demasiadamente pessoais da chegada bem como ao frio e vento que enfrentei durante a prova, não sem antes vos dizer que o Paulo já se encontrava à minha espera, tendo registado um tempo oficial de 3:09:06, tendo sido o melhor português e, já agora, o tempo mais rápido de todos os que se deslocaram no autocarro do GNBTC. Classificou-se em 2562º.
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Nós com o Fernado, após a prova.
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No dia seguinte, já no avião, recebo das mãos da hospedeira o jornal The Boston Globe, com uma separata inteiramente dedicada à Maratona, incluindo a listagem de todos os atletas que concluíram a prova, de onde constam o do Paulo e o meu próprio.
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Para recordar até ser velhinho.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O Maraturismo vai bem, obrigado, já quanto ao maratonismo …

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Dia 8 (9 de Abril) Rumo à Flórida
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Dia sem treino.

Visita ao Air Space Museum (simplesmente fabuloso) e ao de Museu de História Natural, antes de largarmos o Toyota Siena no aeroporto e continuarmos a rumar ao sul, abandonando finalmente a estrada e utilizando o meio mais rápido que existe de passar de um local para o outro, o que não propriamente o mesmo que viajar (a viagem continuaria dentro de momentos).

Chegada de noite a Orlando, recolha do Chrysler qualquer coisa e instalação no hotel.
Deixamos pela primeira vez os casacos vestimos finalmente calções.
Muda o clima, muda a paisagem, mantém-se os mesmos americanos: gordos e estúpidos.


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Dia 9 (10 de Abril) 1º dia na Disney
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Dia sem treino … de corrida, mas com muitos quilómetros percorridos a pé.
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Dia 10 (11 de Abril) Treino na Flórida
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Muita humidade.

Regresso aos treinos às 7 da matina, finalmente apenas de calções e t-shirt. 13 kms a 5:13, com muito sofrimento da minha parte (o Paulo parece-me em boa forma).
Mais um dia a bater a perna, desta vez no parque da Universal Studios.
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Dia 11 (12 de Abril) Domingo de Páscoa
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Mais um dia iniciado com treino às 7:00, com um treino de 11 kms a 4:57 (incluindo os 3 primeiros quilómetros a 5:45), terminado com muito esforço (isto não está fácil!) à porta do hotel. O Paulo, esse continuou por mais alguns quilómetros e ainda se deu ao luxo de apertar o ritmo.
Partida para os Everglades, em busca dos crocodilos e duma enorme variedade de aves, a bordo de um air boat.



Crocodilos que haveríamos de ver em maior quantidade nos terrenos circundantes às instalações da NASA, onde passamos a tarde.



Gagarin was the first, anyway!
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Dia 12 (13 de Abril) Mais um dia na Disney
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Apenas 6 kms a 4:40, às 7 da matina.
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Dia 13 (14 de Abril) Regresso ao norte e ao frio
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Mais um dia sem treino.

Partida, no nosso Chrysler não-sei-das-quantas, para Daytona Beach, para checkar a dita cuja, bem como a famosa pista Nascar.

Regresso a Orlando para apanhar o avião para Boston, ou New Bedford, para ser mais preciso.
Já estou farto da América dos americanos; dos idiotas dos americanos. Estou com saudades da América dos portugueses.
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Dia 14 (15 de Abril) Back to New Bedford
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Treino de 11 kms a 4:50 (o Paulo fez mais 4 kms e ainda baixou o ritmo total do treino para 4:30. Em boa forma, o rapaz), na Baía de New Bedford, terminado com uma visita ao Núcleo Sportinguista e um cimbalino no café Portugal (o Paulo preferiu uma bica).

sábado, 11 de abril de 2009

E vão mais 3

Dia 5 (6 de Abril)
No running

Acordamos com chuva. Dia dedicado às lojas de manhã e aos museus de tarde (Museum of Modern Art e Gugenheim).
Não treinamos mas nem por isso nos sentimos menos cansados. Para se conhecer realmente uma cidade há que palmilhá-la a pé, e percorrer Manhatan a penantes tem que se lhe diga.
Para compensar a falta de exercício fomos jantar junk food.

Dia 6 (7 de Abril)
Rumo a Washington
Treino às 7 da matina, por entre as ruas de Nova York, tendo como road map as moradas das rent a car.
Descobrimos que não é possível alugar um carro num Estado e deixa-lo noutro. Temos que largar o apartamento os meio-dia e ainda queremos visitar o centro de tecnologia da Sony, comer um último cachorro no Central Park e tentar pendurar um bendito post, mas não há meio de conseguirmos fanar rede.

De entre as alternativas de última hora - avião ou combóio - surge uma que nos parece muito interessante: contratar o Seu Carrrlos e sua Van, para nos levar a Washington.
Enquanto esperamos, um dos computadores que levamos consegue apanhar rede num vão de escada! Por azar, eu tinha escrito a crónica no outro computador, que insiste em não apanhar rede.
Seu Carrrlos está chegando e eu não tenho tempo nem paciência para bater de novo o texto. Corro à rua e regateio uma pen.

Coloco, finalmente o post, numa rede a carvão, e chega Seu Carrrlos. Não pode parar muito tempo, a rede vai e vem, fechamos o pc e seguimos viagem.

Mal entramos em New Jersey, paramos numa bomba, e enquanto o depósito enche, sem sairmos de dentro da van, o Paulo saca rede e penduro finalmente o post (o post anterior a este). Ainda deu para ver que o Porto estava a ganhar 1-0 ao Manchester.

A caminho de Washington - ao longo dos Estados de New Jersey, Pensilvania, Delawere, Maryland e Virginia - passamos em Filadélfia para visitar o famoso Liberty Bell.
Instalamo-nos num hotel à entrada de Washington, a cerca de dois quilómetros do Capitólio.


Dia 7 (8 de Abril)
Treino em torno do falo mais famoso da américa

Mais um treino às 7 da matina, de 15,5 km a 5:10 min/km.

De forma não premeditada apercebemo-nos que de que estamos a iniciar uma nova actividade que desconhecíamos até ao momento: running sightseeing.

Ingredientes: um ou mais corredores, as respectivas famílias, e pelo menos um dia livre numa terra desconhecida.

Preparação: de véspera passa-se num posto de turismo para recolher um mapa e informações acerca dos pontos de interesse a visitar.
Levantar às seis e meia da matina, tomar um pequeno-almoço frugal e sair para um treino de 10 a 15 km, traçando um percurso que ligue os diferentes pontos de interesse.
Regressar, acordar a família, e tomar um duche enquanto esta toma o pequeno-almoço e sair, em seguida, em grupo, repetindo o mesmo percurso calmamente, a pé, e ao longo de todo o dia.
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Visitamos, então, o Capitólio e os restantes monumentos, memoriais e museus que se entendem a seus pés, ao longo de cerca de seis quilómetros; e ainda fomos dizer adeus ao Obama, que gentilmente apareceu à janela da Casa Branca para nos dar um abraço e desejar boa prova, como podem ver na foto. Bom, confesso que na verdade ele veio mesmo foi pedir-nos ajuda para procurar o cão, porque ouviu falar português.


Ainda alugamos um carro por 24 horas para ver os arredores e para assegurar transporte para o aeroporto no dia seguinte.

terça-feira, 7 de abril de 2009

3 em 1

(updated)
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Dia 2 (3 de Abril) Primeiro km a 5:17
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(centro de estágios)
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Acordo às 6 da matina, já refeito da viagem. Há semanas que não dormia 7 horas seguidas, portanto não há jetleg que me arruíne.
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(preparados para o primeiro treino)
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Após um pequeno-almoço, algo exagerado, com panquecas e o escafandro, lá partimos para o primeiro treino – à chuva – por ruas desertas, polvilhadas aqui e ali pelas típicas casas de madeira rodeadas por um imenso relvado, que nos habituamos a ver nos filmes. 11km a 4:52. Não esquecer máquina fotográfica no próximo treino.
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(por aqui ainda há neve)
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Dia 3 (4 de Abril) Rumo a NY
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Treino de 10km a 4:43, iniciado às 7 da matina. Experimentamos novos caminhos, no mesmo bosque, ainda mais desértico do que na véspera, tirando a companhia de alguns esquilos. Hora prevista de partida: 8:00; hora efectiva: 12:00 … ou não fossemos todos portugueses! Lá seguimos, homens num carro e meninas no outro (ao todo somos 10) ao longo dos estados de Massachussets, Rhode Island, Connecticut e Nova Iorque.
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Dia 4 (5 de Abril) Correr no Central Parque
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(como podem ver, entramos em NY com semáforo verde)
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A cidade que nunca dorme, afinal dorme mesmo, a começar pelo GPS, que teima em não encontrar satélites. Bem sei que são 7 da matina de um domingo de manhã, mas não se vê vivalma. Estamos a 50 metros da Quinta Avenida, e a 1 km do Central Parque, para onde rumamos sem hesitações. Começamos a ver os primeiros corredores, mais corredores, muitos corredores, corredores com dorsal … mas afinal o que é que se passa aqui? Uma corrida em pleno Central Parque. Inscrições de última hora: 40$. O Paulo só tinha metido 20$ ao bolso e eu nem isso. Continuamos o treino, e quando méis hora depois passamos outra vez na partida já a corrida tinha começado: entramos no percurso, passamos o carro-vassoura e fomos passando os últimos classificados um a um, até que resolvemos regressar, porque as famílias já nos esperavam Acabamos por fazer 18km a 5:02.
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Nessa manhã, enquanto rumávamos a China Town, numa paragem para descansar junto a um parque onde se jogava basquete e hóquei o Paulo meteu conversa com um fulano que se entretinha sozinho com uma bola de futebol (do nosso). Daí a começarmos a dar uns toques com ele foi uma pressinha. Tudo parou para nos ver jogar. Até o Francisco (de 7 anos) recebia palmas quando se entretinha com a bola.
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(reparem bem no espécimen ali atrás à direita)
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De regresso da Rua do Loureiro cá do sítio fomos almoçar ao Soho e passamos o resto do dia a passear pela Quinta Avenida, Times Square e arredores, e ainda subimos ao topo do Empire State Building. Hoje fizemos mais quilómetros a caminhar do que a correr.

sábado, 4 de abril de 2009

Dia 1 (2 Abril) - Até Sumol havia

Deitar à uma, acordar às cinco.
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Aeroporto. Encontro casual com o meu amigo Jorge, de partida para uma aventura no Ártico.
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Escala em Madrid. Longa se torna a espera. Finalmente a bordo, e guardando para mais tarde a National Geographic que me chegou ontem pelo correio, folheio a revista de bordo enquanto espero pelo "muy buenas tardes, lhes lhama el comandante blá, blá, blá ...".
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Deparo-me com o horóscopo, eu que só tenho uma certeza nesta vida: a de que de que tudo o que tombe neste mundo é apenas fruto da razão e da emoção, não deixo ainda assim de deitar o olho ao Zandinga lá do sítio:
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"This month do exercise to strong tensions. Enjoy what you have, whether at home or travilling overseas" (moento zen do dia).
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Deixando para trás os pormenores de uma ensardinhada viagem de 8 horas de um tipo de 1,90m, passemos ao filme que constitui o desmbarque em terras de Archie Bunker:
No final da manga que nos vomita para fora do avião, deparo-me logo com uma gigantesca bandeira do país anfitrião - nada que não tenha visto já em países árabes.
O controlo de pasaportes é surreal: impressões digitais, leitura e gravação da retina, "o que é que foi fazer à Tunísia", "e ao Brasil", ..., "vai ter que passar a uma segunda fase d controlo de entrada" isto é pessoal que acredita mesmo no lobo mau! Entro numa sala cheia de polícias e e hispânicos. "- o que o traz aos States?" Pôrra, até que enfim, estava a ver que ninguém me perguntava! "- I came for the Boston Marathon". Tudo mudou: carimbo de imediato, "quanto tempo faz?", "quanto tempo treina?", "wellcome to the Sates", "boa prova" e siga marinha sem abrir malas nem nada. Estes romanos são loucos!
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Quadro completo, entrada no segundo nível. Lá estava o Paulo à nossa espera e Boston também.
Segundas impressões: carros monstruosos - tudo diferente, engarrafamentos - tudo igual, condutores bem comportados - tudo diferente, prima do Paulo a conduzir à moda lusa - tudo igual.
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Ao fim de 45 minutos já estamos numa zona rural, com os tios do Paulo e restante família à nossa espera na sua magníica casa no meio do bosque. Recebidos preincipescamente como só os portugueses longe da pátria o sabem fazer. Depressa me esqueci que estava fora de Portugal: casa decorada à moda lusa, comidinha magnífica, excelente maduro tinto portguês; até Sumol havia, para os miúdos. Findo o repasto e após 22 horas sem pregar olho, lá me fui deitar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A importância dos pormenores

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Fui fazer o derradeiro treino em terras lusas e … esqueci-me das palmilhas.
Ainda ponderei cancelá-lo, ou regressar e fazer o treino a partir de casa, mas, por um lado não me posso dar ao luxo de deixar de meter quilómetros nas pernas, e por outro apetecia-me fazer um treino despedida com os meus companheiros habituais; pelo que fui assim mesmo. Resultado: parei ao fim de 15 km, com dores nos joelhos e na coluna.
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Entretanto ...
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... até ao meu regresso.

domingo, 29 de março de 2009

Mais um lentinho longuinho …

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… desta vez a partir de casa e na companhia do Mark Velhote. Cerca de menos 20 min que há 2 dias, para a mesma distância e a seguir a uma noite em que dormi apenas quatro horas e meia.

Passagem à meia a 1:46 (apenas mais um minuto que na Meia da Ponte, sendo que desta vez não ia em prova) e média de 4:58, graças aos 3 últimos kms feitos a 4:30.



Numa semana já treinei mais vezes, mais tempo e mais quilómetros que nos primeiros 20 dias do mês.