sábado, 25 de abril de 2009

Boston Marathon

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AVISO À NAVEGAÇÃO:
O post é muito longo. Para leitura telegrámica queira, por favor, deslocar-se de imediato até ao ante-penúltimo parágrafo, directamente, sem passar pela casa de partida e receber dois contos. Ou então passar mesmo ao blog seguinte.
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Doem-me as pernas. Doem-me agora como me doíam no princípio deste treino de 11 km, iniciado às 2 da tarde. Nada que seja, no entanto, de estranhar para quem se deitou à uma da manhã e se levantou às 7 da matina, para trabalhar toda a manhã; isto depois de ter trabalhado tarde e noite anterior até às 23:30; tudo isto, claro está, após ter chegado a casa no início da tarde e na sequência de um período de 32 horas sem pregar olho, iniciado escassas horas após ter corrido uma maratona.
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Bom, isto já está a ficar muito confuso; o melhor é começar pelo princípio. O princípio mesmo foi quando ainda em 2008 me inscrevi para a Maratona de Boston, mas isso já vocês sabem. Não é necessário recuar tanto. Vamos apenas até sábado passado, quando após uma feijoada no Núcleo Sportinguista de New Bedford, nos convenceram a participar numa corrida de beneficência a ter lugar no dia seguinte (véspera da maratona!).

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Percorri esses 5 km nuns modestos 21:40, que deram ainda assim para me classificar em 41º da geral de entre 414 competidores. O Paulo, esse preferiu acompanhar a esposa, que se iniciou há pouco no mundo da corrida. Na verdade a minha mulher também correu, participando assim pela primeira vez numa prova oficial, sendo que a acompanhei na última milha, porque mal cortei a meta corri em sentido contrário para lhe prestar esse apoio. Já agora, deixem-me dizer-vos que o meu miúdo, de apenas 7 anos, também participou num prova de cerca de 200 metros, tendo-se classificado em 4º lugar.
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Mas tudo isto é pormenor (para vocês, porque para mim é motivo de grande orgulho ver a família alinhar nestas lides). O que eu vos queria contar era que no lanche/almoço que se seguiu (e que rico manjar; nunca vi nada parecido em provas portuguesas) conhecemos um luso-descendente, presidente do Greater New Bedford Track Club, o Fernando que, tal como outros presentes, se preparava para no dia seguinte correr a Maratona de Boston. De imediato combinamos viagem para Hopkinton (local de partida) no autocarro do clube.
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Acordar às 4:30 da matina, para estar no local combinado uma hora depois. 5:20, 5:25, 5:30, 5:35, 5:40, nem autocarro, nem camioneta, nem carro, nem cão, nem gato … arrancamos e fomos espreitar um pouco mais à frente. Lá estava o maralhal. Afinal não era no parque de estacionamento do Burger King, mas sim no do Mc Donalds, ou ao contrário, sei lá; para mim um hambúrguer é apenas um hambúrguer e quero distância deles nos próximos tempos.
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Havia tipos de almofada e saco-cama e cedo percebi porquê. Havia também membros do clube Mountain Milers, do Arizona. Após chegada ao local da concentração por volta das 7:00 – onde teríamos que esperar até às 10.30 – e termos saído para uma volta pela athletes village para ambientação e recolha de víveres, regressamos gelados ao quentinho do autocarro, onde ainda chegamos a tempo de testemunhar um acontecimento curioso: um pedido de casamento de um rapaz à sua namorada, ambos maratonistas, que incluiu anel solitário e tudo. Em seguida sacou de 2 enormes autocolantes com os dizeres “just engaged”, para colar nas respectivas camisolas.
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Após salva de palmas e parabéns por parte de todos os presentes perguntei ao noivo se ele teria condições para correr a maratona no caso de a noiva ter recusado o pedido, e se tinha na mochila um autocolante a dizer “just dumped”. Gargalhada geral e comentário do motorista, também maratonista, o italiano Joe: this portugueses are all comedians.
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No autocarro conhecemos um outro membro do GNBTC: um americano residente em Lisboa que é nada mais nada menos do que o editor em Portugal do Dean Karnazes e que quando soube que eu era português me disse: “já sei de onde me lembro da tua cara; na vépera da Maratona do Porto compraste-me um livro do Dean. Ias com uma criança pela mão”. Pôrra! Ele há gajos com memória de elefante; ou então foi o único livro que vendeu :)
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Disse-me que vai editar em português o DVD do Karnazes e garantiu-me que podemos contar com eles – Peter Cooper e Dean Karnazes – na próxima edição da Maratona do Porto.
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Mais uma banana, mais um café, mais uma mijinha, mais um gatorade, mais uma barrinha, mais uma foto, mais uma conversa e lá chegaram as 10:00h – hora de partida dos 14.000 atletas que se qualificaram.
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Às 10:30h, enquanto esperava juntamente com os outros 13.000 não qualificados na linha de partida passei o tempo, imagine-se, a bocejar! O sono sobrepunha-se à ansiedade e o Paulo gozava com a situação. Dado o tiro, demoramos 12 (!!) minutos a cruzar a linha de partida. O que vale é que o tempo oficial é o do chip.
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Tínhamos combinado rolar os primeiros 10kms a 5:15-5:20, mas perante tamanha multidão a única preocupação era arranjar forma de, em primeiro lugar, conseguir correr e, em segundo lugar, arranjar forma de ultrapassar os mais lentos.
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Excuse me daqui, excuse me dali, empurra um, empurra outro, trava, desvia, sobe barranco, desce passeio, quando de repente o GPS apita o primeiro km a 4:35. Digo ao Paulo para abrandar, e quase atropelo um palerma que já ia a passo. Os kms sucedem-se mais lentos mas sempre abaixo dos 5:00min/km.
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O povo é mais que muito, na corrida e fora dela, o Paulo e eu temos que gritar para nos fazermos ouvir, tal a algazarra de sinos, cornetas, trombetas, bandas, gritos, enfim.
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Começo a insistir com o Paulo para que ele siga a corrida dele e aos 7km abrando mesmo para o forçar, pois já tinha percebido que o estava a travar. Despedimo-nos e foi a última vez que soube dele. Até ao final da prova, bem entendido.
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Retomei o ritmo e comecei a fazer contas de cabeça. A achar que era possível fazer 3:30h se aguentasse bem até à meia. O dia é feriado e as famílias saem entusiasticamente à rua apoiando, oferecendo água, laranjas, bananas, cefé, cerveja (!), colocando cartazes de incentivo e de paródia: “shortcut” (a apontar para um bosque), “Obama says we can, but Kenyans take it all”, e muitos outros.
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Lá passei a meia com 1:40 e comecei a gerir o esforço, abrandando e bebendo em todos os abastecimentos, até que por volta dos 30km aparece a famosa Heart Break Hill, uma subida de cerca de 2km que faz as primeira vítimas. O final da mesma coincide com a entrada em circuito urbano, com a presença de muitos milhares de espectadores numa gritaria ensurdecedora e utilizando megafones com palavras de incentivo dizendo que passamos o pior, que agora está praticamente feita a maratona. A verdade é que acreditamos e todos aceleramos, eu chego a fazer os meus dois kms mais rápidos até ao momento, ainda faço mais um e mais outro, até que caio em mim e percebo que ainda faltam 6 ou 7 kms. Da cintura para baixo, tudo me dói (tudo excepto … bom, adiante. O joelho esquerdo ferve e é regado com dois copos de água em todos os abastecimentos desde antes da meia. Os quadriceps estão plásticos. Vejo gente a cair, como verei até aos últimos metros da prova, e começo a temer uma dor forte ou uma cãibra. Lá me aguento e corto a meta com 3:24:06, com 42.660m no meu GPS, provavelmente devido às centenas de esses que fiz durante toda a prova para poder ultrapassar multidões.
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Fico em 5577º de entre 22.849 atletas classificados abaixo das 6:30h, o que me coloca em 3º dos 8 portugueses presentes, sendo que fiz uma prova literalmente de trás para a frente, não passando 10s sem fazer uma ultrapassagem, e nunca tendo sido ultrapassado durante toda a prova. Poupo-vos aos pormenores emotivos e demasiadamente pessoais da chegada bem como ao frio e vento que enfrentei durante a prova, não sem antes vos dizer que o Paulo já se encontrava à minha espera, tendo registado um tempo oficial de 3:09:06, tendo sido o melhor português e, já agora, o tempo mais rápido de todos os que se deslocaram no autocarro do GNBTC. Classificou-se em 2562º.
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Nós com o Fernado, após a prova.
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No dia seguinte, já no avião, recebo das mãos da hospedeira o jornal The Boston Globe, com uma separata inteiramente dedicada à Maratona, incluindo a listagem de todos os atletas que concluíram a prova, de onde constam o do Paulo e o meu próprio.
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Para recordar até ser velhinho.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O Maraturismo vai bem, obrigado, já quanto ao maratonismo …

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Dia 8 (9 de Abril) Rumo à Flórida
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Dia sem treino.

Visita ao Air Space Museum (simplesmente fabuloso) e ao de Museu de História Natural, antes de largarmos o Toyota Siena no aeroporto e continuarmos a rumar ao sul, abandonando finalmente a estrada e utilizando o meio mais rápido que existe de passar de um local para o outro, o que não propriamente o mesmo que viajar (a viagem continuaria dentro de momentos).

Chegada de noite a Orlando, recolha do Chrysler qualquer coisa e instalação no hotel.
Deixamos pela primeira vez os casacos vestimos finalmente calções.
Muda o clima, muda a paisagem, mantém-se os mesmos americanos: gordos e estúpidos.


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Dia 9 (10 de Abril) 1º dia na Disney
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Dia sem treino … de corrida, mas com muitos quilómetros percorridos a pé.
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Dia 10 (11 de Abril) Treino na Flórida
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Muita humidade.

Regresso aos treinos às 7 da matina, finalmente apenas de calções e t-shirt. 13 kms a 5:13, com muito sofrimento da minha parte (o Paulo parece-me em boa forma).
Mais um dia a bater a perna, desta vez no parque da Universal Studios.
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Dia 11 (12 de Abril) Domingo de Páscoa
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Mais um dia iniciado com treino às 7:00, com um treino de 11 kms a 4:57 (incluindo os 3 primeiros quilómetros a 5:45), terminado com muito esforço (isto não está fácil!) à porta do hotel. O Paulo, esse continuou por mais alguns quilómetros e ainda se deu ao luxo de apertar o ritmo.
Partida para os Everglades, em busca dos crocodilos e duma enorme variedade de aves, a bordo de um air boat.



Crocodilos que haveríamos de ver em maior quantidade nos terrenos circundantes às instalações da NASA, onde passamos a tarde.



Gagarin was the first, anyway!
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Dia 12 (13 de Abril) Mais um dia na Disney
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Apenas 6 kms a 4:40, às 7 da matina.
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Dia 13 (14 de Abril) Regresso ao norte e ao frio
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Mais um dia sem treino.

Partida, no nosso Chrysler não-sei-das-quantas, para Daytona Beach, para checkar a dita cuja, bem como a famosa pista Nascar.

Regresso a Orlando para apanhar o avião para Boston, ou New Bedford, para ser mais preciso.
Já estou farto da América dos americanos; dos idiotas dos americanos. Estou com saudades da América dos portugueses.
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Dia 14 (15 de Abril) Back to New Bedford
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Treino de 11 kms a 4:50 (o Paulo fez mais 4 kms e ainda baixou o ritmo total do treino para 4:30. Em boa forma, o rapaz), na Baía de New Bedford, terminado com uma visita ao Núcleo Sportinguista e um cimbalino no café Portugal (o Paulo preferiu uma bica).

sábado, 11 de abril de 2009

E vão mais 3

Dia 5 (6 de Abril)
No running

Acordamos com chuva. Dia dedicado às lojas de manhã e aos museus de tarde (Museum of Modern Art e Gugenheim).
Não treinamos mas nem por isso nos sentimos menos cansados. Para se conhecer realmente uma cidade há que palmilhá-la a pé, e percorrer Manhatan a penantes tem que se lhe diga.
Para compensar a falta de exercício fomos jantar junk food.

Dia 6 (7 de Abril)
Rumo a Washington
Treino às 7 da matina, por entre as ruas de Nova York, tendo como road map as moradas das rent a car.
Descobrimos que não é possível alugar um carro num Estado e deixa-lo noutro. Temos que largar o apartamento os meio-dia e ainda queremos visitar o centro de tecnologia da Sony, comer um último cachorro no Central Park e tentar pendurar um bendito post, mas não há meio de conseguirmos fanar rede.

De entre as alternativas de última hora - avião ou combóio - surge uma que nos parece muito interessante: contratar o Seu Carrrlos e sua Van, para nos levar a Washington.
Enquanto esperamos, um dos computadores que levamos consegue apanhar rede num vão de escada! Por azar, eu tinha escrito a crónica no outro computador, que insiste em não apanhar rede.
Seu Carrrlos está chegando e eu não tenho tempo nem paciência para bater de novo o texto. Corro à rua e regateio uma pen.

Coloco, finalmente o post, numa rede a carvão, e chega Seu Carrrlos. Não pode parar muito tempo, a rede vai e vem, fechamos o pc e seguimos viagem.

Mal entramos em New Jersey, paramos numa bomba, e enquanto o depósito enche, sem sairmos de dentro da van, o Paulo saca rede e penduro finalmente o post (o post anterior a este). Ainda deu para ver que o Porto estava a ganhar 1-0 ao Manchester.

A caminho de Washington - ao longo dos Estados de New Jersey, Pensilvania, Delawere, Maryland e Virginia - passamos em Filadélfia para visitar o famoso Liberty Bell.
Instalamo-nos num hotel à entrada de Washington, a cerca de dois quilómetros do Capitólio.


Dia 7 (8 de Abril)
Treino em torno do falo mais famoso da américa

Mais um treino às 7 da matina, de 15,5 km a 5:10 min/km.

De forma não premeditada apercebemo-nos que de que estamos a iniciar uma nova actividade que desconhecíamos até ao momento: running sightseeing.

Ingredientes: um ou mais corredores, as respectivas famílias, e pelo menos um dia livre numa terra desconhecida.

Preparação: de véspera passa-se num posto de turismo para recolher um mapa e informações acerca dos pontos de interesse a visitar.
Levantar às seis e meia da matina, tomar um pequeno-almoço frugal e sair para um treino de 10 a 15 km, traçando um percurso que ligue os diferentes pontos de interesse.
Regressar, acordar a família, e tomar um duche enquanto esta toma o pequeno-almoço e sair, em seguida, em grupo, repetindo o mesmo percurso calmamente, a pé, e ao longo de todo o dia.
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Visitamos, então, o Capitólio e os restantes monumentos, memoriais e museus que se entendem a seus pés, ao longo de cerca de seis quilómetros; e ainda fomos dizer adeus ao Obama, que gentilmente apareceu à janela da Casa Branca para nos dar um abraço e desejar boa prova, como podem ver na foto. Bom, confesso que na verdade ele veio mesmo foi pedir-nos ajuda para procurar o cão, porque ouviu falar português.


Ainda alugamos um carro por 24 horas para ver os arredores e para assegurar transporte para o aeroporto no dia seguinte.

terça-feira, 7 de abril de 2009

3 em 1

(updated)
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Dia 2 (3 de Abril) Primeiro km a 5:17
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(centro de estágios)
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Acordo às 6 da matina, já refeito da viagem. Há semanas que não dormia 7 horas seguidas, portanto não há jetleg que me arruíne.
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(preparados para o primeiro treino)
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Após um pequeno-almoço, algo exagerado, com panquecas e o escafandro, lá partimos para o primeiro treino – à chuva – por ruas desertas, polvilhadas aqui e ali pelas típicas casas de madeira rodeadas por um imenso relvado, que nos habituamos a ver nos filmes. 11km a 4:52. Não esquecer máquina fotográfica no próximo treino.
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(por aqui ainda há neve)
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Dia 3 (4 de Abril) Rumo a NY
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Treino de 10km a 4:43, iniciado às 7 da matina. Experimentamos novos caminhos, no mesmo bosque, ainda mais desértico do que na véspera, tirando a companhia de alguns esquilos. Hora prevista de partida: 8:00; hora efectiva: 12:00 … ou não fossemos todos portugueses! Lá seguimos, homens num carro e meninas no outro (ao todo somos 10) ao longo dos estados de Massachussets, Rhode Island, Connecticut e Nova Iorque.
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Dia 4 (5 de Abril) Correr no Central Parque
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(como podem ver, entramos em NY com semáforo verde)
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A cidade que nunca dorme, afinal dorme mesmo, a começar pelo GPS, que teima em não encontrar satélites. Bem sei que são 7 da matina de um domingo de manhã, mas não se vê vivalma. Estamos a 50 metros da Quinta Avenida, e a 1 km do Central Parque, para onde rumamos sem hesitações. Começamos a ver os primeiros corredores, mais corredores, muitos corredores, corredores com dorsal … mas afinal o que é que se passa aqui? Uma corrida em pleno Central Parque. Inscrições de última hora: 40$. O Paulo só tinha metido 20$ ao bolso e eu nem isso. Continuamos o treino, e quando méis hora depois passamos outra vez na partida já a corrida tinha começado: entramos no percurso, passamos o carro-vassoura e fomos passando os últimos classificados um a um, até que resolvemos regressar, porque as famílias já nos esperavam Acabamos por fazer 18km a 5:02.
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Nessa manhã, enquanto rumávamos a China Town, numa paragem para descansar junto a um parque onde se jogava basquete e hóquei o Paulo meteu conversa com um fulano que se entretinha sozinho com uma bola de futebol (do nosso). Daí a começarmos a dar uns toques com ele foi uma pressinha. Tudo parou para nos ver jogar. Até o Francisco (de 7 anos) recebia palmas quando se entretinha com a bola.
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(reparem bem no espécimen ali atrás à direita)
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De regresso da Rua do Loureiro cá do sítio fomos almoçar ao Soho e passamos o resto do dia a passear pela Quinta Avenida, Times Square e arredores, e ainda subimos ao topo do Empire State Building. Hoje fizemos mais quilómetros a caminhar do que a correr.

sábado, 4 de abril de 2009

Dia 1 (2 Abril) - Até Sumol havia

Deitar à uma, acordar às cinco.
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Aeroporto. Encontro casual com o meu amigo Jorge, de partida para uma aventura no Ártico.
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Escala em Madrid. Longa se torna a espera. Finalmente a bordo, e guardando para mais tarde a National Geographic que me chegou ontem pelo correio, folheio a revista de bordo enquanto espero pelo "muy buenas tardes, lhes lhama el comandante blá, blá, blá ...".
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Deparo-me com o horóscopo, eu que só tenho uma certeza nesta vida: a de que de que tudo o que tombe neste mundo é apenas fruto da razão e da emoção, não deixo ainda assim de deitar o olho ao Zandinga lá do sítio:
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"This month do exercise to strong tensions. Enjoy what you have, whether at home or travilling overseas" (moento zen do dia).
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Deixando para trás os pormenores de uma ensardinhada viagem de 8 horas de um tipo de 1,90m, passemos ao filme que constitui o desmbarque em terras de Archie Bunker:
No final da manga que nos vomita para fora do avião, deparo-me logo com uma gigantesca bandeira do país anfitrião - nada que não tenha visto já em países árabes.
O controlo de pasaportes é surreal: impressões digitais, leitura e gravação da retina, "o que é que foi fazer à Tunísia", "e ao Brasil", ..., "vai ter que passar a uma segunda fase d controlo de entrada" isto é pessoal que acredita mesmo no lobo mau! Entro numa sala cheia de polícias e e hispânicos. "- o que o traz aos States?" Pôrra, até que enfim, estava a ver que ninguém me perguntava! "- I came for the Boston Marathon". Tudo mudou: carimbo de imediato, "quanto tempo faz?", "quanto tempo treina?", "wellcome to the Sates", "boa prova" e siga marinha sem abrir malas nem nada. Estes romanos são loucos!
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Quadro completo, entrada no segundo nível. Lá estava o Paulo à nossa espera e Boston também.
Segundas impressões: carros monstruosos - tudo diferente, engarrafamentos - tudo igual, condutores bem comportados - tudo diferente, prima do Paulo a conduzir à moda lusa - tudo igual.
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Ao fim de 45 minutos já estamos numa zona rural, com os tios do Paulo e restante família à nossa espera na sua magníica casa no meio do bosque. Recebidos preincipescamente como só os portugueses longe da pátria o sabem fazer. Depressa me esqueci que estava fora de Portugal: casa decorada à moda lusa, comidinha magnífica, excelente maduro tinto portguês; até Sumol havia, para os miúdos. Findo o repasto e após 22 horas sem pregar olho, lá me fui deitar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A importância dos pormenores

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Fui fazer o derradeiro treino em terras lusas e … esqueci-me das palmilhas.
Ainda ponderei cancelá-lo, ou regressar e fazer o treino a partir de casa, mas, por um lado não me posso dar ao luxo de deixar de meter quilómetros nas pernas, e por outro apetecia-me fazer um treino despedida com os meus companheiros habituais; pelo que fui assim mesmo. Resultado: parei ao fim de 15 km, com dores nos joelhos e na coluna.
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Entretanto ...
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... até ao meu regresso.

domingo, 29 de março de 2009

Mais um lentinho longuinho …

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… desta vez a partir de casa e na companhia do Mark Velhote. Cerca de menos 20 min que há 2 dias, para a mesma distância e a seguir a uma noite em que dormi apenas quatro horas e meia.

Passagem à meia a 1:46 (apenas mais um minuto que na Meia da Ponte, sendo que desta vez não ia em prova) e média de 4:58, graças aos 3 últimos kms feitos a 4:30.



Numa semana já treinei mais vezes, mais tempo e mais quilómetros que nos primeiros 20 dias do mês.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O hábito faz o longe

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De regresso aos treinos:

Domingo: Meia de Lisboa, nas condições que relatei.

Segunda: treino de 7 km, a 5:20 min/km. Sozinho. Completamente estourado. Não deu para mais.

Terça: treino de 11 km, a 4:59 min/km. Sozinho. Ainda muito cansado. Por este andar vejo a Maratona por um canudo!

Quarta: treino de 16 km, a 5:24 min/km, iniciado com o pessoal do parque, e terminado apenas na companhia do Novais e do Paulo. Já me sinto com mais força.

Quinta: descanso.

Sexta: lentinho longuinho de 25 km, com o meu amigo Paulo Rodrigues, que anda a treinar para os 101 km de Ronda e fez o favor de rolar a 5:40 min/km, para que eu pudesse aguentar o treino. A possibilidade de terminar a Maratona começa a afigurar-se-me como plausível.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Fui, gostei, mas não repito.

Acordar às 7 esperar o comboio e vê-los passar apinhados decidir apanhar o 4º desse por onde desse e entrar à boa maneira do metro japonês e seguir mais comprimido que uma sardinha em lata durante toda a viagem num comboio que assinalava 163 lugares em pé mas eu estou em crer que se enganaram a escrever e seria 361 ou então estive na Índia e nem dei por isso e quando finalmente chegamos à estação demoramos 10 minutos só para sair de dentro da dita cuja e depois fomos em manada até a um funil onde paramos mais um bom quarto de hora só para ter acesso à prova até que lá partimos e nem conseguíamos correr num primeiro quilómetro feito à estonteante velocidade de seis trinta com tipos a andar a passo ao fim de quinhentos metros da partida e eu pergunto-me o que é que esses tugas vão lá para a frente fazer os grandessíssimos atrasados metais e depois a prova propriamente dita num mês em que eu só treinei quatro vezes isto se considerar a corrida do dia do pai como um treino e ainda a sair de uma gripe o que me valeu foi o Paulo Martins que me foi dando apoio fazendo a prova em ritmo de passeio e aproveitando para fazer amigos uma vez que se ia entretendo a conversar pelo caminho a correr de costas a ficar para trás e a fazer sprints o sacana está em tão boa forma que poderia ter batido sem problemas de maior o seu recorde mas preferiu dar-me apoio e isso é que é sinónimo de amizade o sacana nem água bebeu após concluir a prova com 1:45:00 em tempo de chip nem sequer transpirava e fica assim mesmo sem vírgulas nem pontos finais nem qualquer tipo de pontuação à Saramago para que vocês tenham uma ideia de como foi sufocante a manhã de domingo sem que tenha havido uma única pausa para recuperar o fôlego até ter cortado a meta e parabéns para quem me conseguiu aturar e ler o texto até ao fim.


Aqui estamos nós com o Capela, que fez um excelente tempo (1:17:42), numa foto tirada pelo lagarto dragão Francisco de apenas 7 anos de idade.

sábado, 21 de março de 2009

O malandro …

… do Jorge Correia Dias só não me apanhou a mim na Corrida do Dia do Pai. Mas apanhou alguns dos meus amigos e companheiros de treinos: o Ribeiro, o Novais, o Rogério, o Tavares e o Manel.




Corri doente, com arrepios e dor de cabeça. Foi apenas a quarta vez que corri/treinei este mês e desde aí não voltei a treinar; preparando-me assim, ou antes: não me preparando, para daqui a pouco mais de 24 horas fazer a meia de Lisboa.

A Maratona de Boston aproxima-se e eu sem treinar. Acabo de chegar de uma reunião de condomínio, que é uma experiência sociológica imperdível: uma bela ocasião para se constatar quem tem espinha dorsal.
No domingo, que seja o que as pernas e a cabeça quiserem.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Só para não deixar o blog moribundo …

… aqui deixo umas fotos de alguns dos companheiros com quem treino (quando treino).

Desde maratonistas a ultramaratonistas, passando por corredores de ocasião, há de tudo neste grupo que se reúne diariamente de 2ª a 6ª na entrada Sul do Parque da Cidade. Às vezes são 2 ou 3, outras são um grupo mais composto. Quando posso, nem preciso de telefonar a ninguém: é só aparecer às 9 da matina, quer chova, quer faça sol, que tenho seguramente boa companhia para treinar.

Em pé, da esquerda para a direita: Rogério, Tavares, Novais, Luís, Berto, Teixeira, Mário, Ribeiro e um ilustre desconhecido. Em baixo, da esquerda para a direita: Armando e Paulo. Um abraço a todos vocês, pelo que me tem ensinado e aturado.


Aqui são os mesmos maduros mas o Paulo trocou de posições comigo para eu aparecer na foto.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Rugido do Leão

Mais uma brilhante prestação
do Paulo Martins, desta vez
nos 20 km de Cascais, a
classificar-se em 115º lugar,
com 1:21:58h, numa prova
que contou com mais de
1400 atletas à chegada.

Absolutamente notável para
alguém que começou a correr
há menos de meio ano.

Parece-me que vou correr
a maratona de Boston sozinho.




... e aqui duas das três leoas de Kantaoui em grande estilo

fotos aqui e aqui.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Kantaoui Lions Boston Tour - take III

Parece-me que conheço aquele Martins e aquele Meixedo ali no meio ...
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adenda
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… e para comemorar, apesar da noite de copos e de uma semana sem treinos, mais um longuinho, desta vez já menos lentinho (passagem à meia a 1h44min).
Isto até Abril vai ao sítio.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Lentinho, longuinho …

… e eu todo partidinho.
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Cerca de 27kms em 2h:25min, mais coisa menos coisa, naquele que foi o treino mais longo de toda a minha vida. Pois é, apesar de até já ter feito uma maratona, o treino mais longo que até hoje tinha feito, fora de 25kms, e apenas uma vez.
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Nos primeiros 8kms ainda tive a companhia dos meus amigos Carlos, Novais, Paulo, Rogério e Tavares, mas a partir daí só mesmo o vento é que me acompanhou. A chuva, essa ia e vinha e até o sol chegou a aparecer, mas logo se pôs a andar, o sacana.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

50ª Prova Oficial …

… aqui do Lagarto, hoje no 24º G. P. de Estarreja.



Um marco é sempre um marco



adenda:
acabo de ver as classificações, e parece que, mesmo após uma feijoada bem regada e com um recolher a vale de lençóis já para lá das duas da madrugada, ainda deu para bater o meu recorde da distância, por 15 segundos:

sábado, 31 de janeiro de 2009

A coisa, ou como mentir dizendo apenas verdades

Folheando a SportLife de Fevereiro encontrei, na página 14, uma coisa. Chamo-lhe assim porque se por um lado não a posso honestamente classificar como artigo, também não a posso formalmente rotular de publicidade. Chamemos-lhe, então, a coisa.

Intitulada “As Pegasus que amam o planeta Terra – quando a ecologia corre”, a coisa tece rasgados elogios à NIKE e às míticas Pegasus, porque supostamente a sua elaboração tem em conta, a partir de agora, o meio ambiente, na medida em que 20% do poliéster e 3% da borracha utilizados são de proveniência reciclada.

Uau, estou sensibilizadíssimo!

Os gigantes deste mundo estão, como sempre estiveram, a marimbar-se para o meio ambiente, sendo que a única diferença em relação ao passado é que actualmente o seu comportamento passou a ser de um cinismo requintado, ao perceberam que o tema vende.

É o próprio patrão da NIKE que reconhece ter, em países do terceiro mundo como a Indonésia ou Vietname, crianças com menos de 12 anos de idade que trabalham em condições degradantes, 12 horas por dia, 6 dias por semana, em fábricas que utilizam químicos perigosos, respirando-os durante todo o dia. Já para não falar nas bolas NIKE, cosidas à mão no Paquistão, por crianças com menos de 8 anos de idade, trabalhando em caves imundas.

Entretenham-se:

http://www.angelfire.com/art/antinike/outro.htm
http://www.saigon.com/~nike/fact-sheet.htm
http://www.saigon.com/~nike/
http://www.globalexchange.org/campaigns/sweatshops/nike/stillwaiting.html
http://www.oxfam.org.au/campaigns/labour-rights/nikewatch/
http://www.saigon.com/~nike/fact-sheet.htm

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Tempestade no Alto Minho

A viagem, debaixo de uma intensa tempestade, culminou com uma entrada naquela que parecia uma aldeia fantasma, em face de um apagão daqueles à moda da cegonha.
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Procurar a fechadura às apalpadelas e experimentar uma das inúmeras chaves. A coisa começava a compor-se: acertei à primeira e transpus a porta, passando da noite para o breu. Com a luz do telemóvel como única fonte de luminosidade, abri gavetas e revirei armários até encontrar fósforos e duas velas. Chamei o pessoal e acendemos a lareira. Felizmente o fogão era a gás, e pudemos fazer um arrozinho de tomate para acompanhar os panados que já vinham prontos do Porto, tudo regado com Duque de Viseu.
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Instalamo-nos todos em torno da lareira, onde fomos jogando e beberricando até, já bem perto da meia-noite, sermos surpreendidos por uma repentina e quase sacrílega luminosidade: finalmente havia electricidade. Corremos para os quartos, fizemos as camas e ligamos os aquecedores no máximo; e em boa hora o fizemos, pois a luz haveria de fugir e voltar várias vezes ao longo da tempestuosa noite.
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O sábado amanheceu inesperadamente solarengo, se bem que com as marcas da tempestade bem espelhadas nas dezenas de laranjas que cobriam o quintal e pela vasta colecção de diferentes tipos de folhas que cobriam os nossos carros. Colocamos o peru (que já estava temperado de véspera) no forno e rumamos a Ponte do Lima, para um belo descanso activo pelas ruas daquela magnífica vila.
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De regresso à aldeia e após o repasto, acompanhado por um belo Mazouco, seguiu-se um passeio higiénico pela mata, para facilitar digestões e respirar um pouco de ar do campo. O resto da tarde foi passada em reclusão, apenas com a companhia de um salpicão e de umas pretas frescas, em reunião preparativa daquela que será a verdadeira aventura dos Leões de Kantaoui em 2009 – a Maratona de Boston. Como metade da equipa mora a 300km de distância da outra metade, teremos que, a partir de agora, aproveitar todos os encontros para acertar pormenores.
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No final da tarde fomos a Viana do Castelo, recolher os dorsais e regressamos para a nossa personal pasta party, acompanhada de Adamado de Ponte do Lima. A prova era já no dia seguinte, pelo que era melhor abandonar o maduro tinto e passar para o verde branco.
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De noite não ouvi chover, pelo que erradamente assumi que estaria um magnífico tempo para a prova. Tão depressa abri as portadas da janela do meu quarto como elas se fecharam entalando-me o braço direito. Não foi preciso muita ponderação para que o pessoal da caminhada optasse por passar a manhã de domingo em volta da lareira.
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Os dois bravos lá partiram para Viana, com a sensação de que o carro teria pelo menos um dos pneus furados, tal era o vento que se fazia sentir (o boletim meteorológico tinha anunciado ventos de 120 km/h).
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Ainda hoje estou para perceber se choveu ou não. De facto havia muita água no ar, mas ela parecia mais soprada pelo vento, que a ia buscar ao rio, às poças de água, ao chão, aos telhados, eu sei lá, do que propriamente caída do céu. Vento, meus amigos, vento havia para dar e vender.
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Fizemos a maior parte do aquecimento num estacionamento subterrâneo (isto começa a tornar-se um hábito) e lá vínhamos cá acima de vez em quando para espreitar o tempo, e logo voltando para a toca, quais suricates em dia de Inverno. Quando finalmente saímos da lura encontramos uma data de pessoas amigas, dos Leões do Veneza, dos Portorunners e muitos outros, mas só tiramos uma foto com o Mark, pois a máquina já estava guardada no carro. Foto essa que se viria a revelar como um verdadeiro talismã, na medida em que todos batemos recordes pessoais.
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A dureza da prova ficou bem patente nas palavras saídas dos altifalantes que preveniam para estarmos bem atentos às indicações dos delegados da prova, na medida em que as marcações haviam sido levadas pelo vento. Lá partimos debaixo de um vendaval indeciso, sempre soprando com intensidades e direcções diferentes, cada um para fazer a sua corrida. Até à viragem, nos 11km, a coisa ainda foi, com os meus quilómetros a variarem dos 4:10 aos 4:25; mas a partir daí, mal rodei o bidão fiz dois kms seguidos a 4:50. Nessa altura deixei de pensar em recordes e a partir dos 13km comecei mesmo a contar os quilómetros. O 14º foi feito inesperadamente a 4:15 e voltei a ganhar alento, saltando de grupo em grupo, sempre entretido a ouvir falar galego (36% dos atletas a completar a prova) e a fazer contas de cabeça, oscilando muito nos kms, mas nunca mais passando acima dos 4:30.
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Quando o GPS apitou para os 20kms gastei as últimas forças para, contra o vento, fazer o meu km mais rápido de toda a prova a 4:03, e terminando com um tempo oficioso de 1:34:04, que oficialmente passou a 1:34:29, por causa da habitual demora a cruzar a linha de meta no início da prova. Na meta já me esperavam os meus amigos Paulo Martins, com tempo oficial de 1:30:42 e Mark Velhote, com 1:31:24. De registar que o meu GPS (e os de mais 2 amigos com quem confirmei) assinalou mais 215m, o que daria menos um minutito, mas enfim, sempre baixei 2 minutos e meio o recorde anterior. Os meus dois amigos, esses nem se fala, bateram em muito os seus anteriores recordes.
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Para o ano cá estaremos, ou talvez não ...
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Leões de Kantaoui em estágio no Alto-Minho

… preparando-se para a meia de Viana do Castelo
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Aqui ficam algumas imagens obtidas nas proximidades do nosso Centro de Estágios (no canto inferior direito da imagem), situado a cerca de 10km do local da prova.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Treino de domingo

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Preparo-me para o treino dirigindo-me à varanda das traseiras e limpando as sapatilhas que por preguiça lá deixei desde o treino anterior.
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Vou à cozinha e, num recipiente, junto 7 colheres de sopa de farinha, 1 colher de sopa de açúcar, 1 colher de sopa de manteiga, 4 colheres de sopa de leite, 1 ovo, 2 colheres de chá de fermento em pó, uma pitada de sal e amasso tudo muito bem até a massa estar macia e solta. Em seguida faço pequenas bolas que coloco num tabuleiro polvilhado com farinha e introduzindo-o posteriormente no forno, que tinha previamente aquecido.
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Vou em seguida à sala e ponho a lareira a carburar.
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Regresso à cozinha, faço um chá, retiro os scones do forno, agarro na manteiga e em compota e chamo a família para um lanche de inverno em frente à lareira.
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É que no Porto não chove; no Porto a água não vem de cima; no Porto a nuvem vai descendo até pousar calmamente no chão e nós passeamo-nos pelo meio da nuvem. E, de qualquer das formas, sempre ouvi dizer que o descanso faz parte do treino.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Kantaoui Lions Boston Tour – take II

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Ainda a 3 meses de distância vou ganhando fôlego para aquilo que pretendo venha a ser um relato regular desta nossa aventura na segunda mais antiga maratona do mundo, atrás apenas da maratona olímpica disputada pela primeira vez nos Jogos de Atenas em 1896, mas a pioneira de todas as que ainda se disputam actualmente, realizando-se ininterruptamente desde 1897.



A Maratona de Boston que ao longo das suas 112 edições já foi disputada em condições meteorológicas tão variadas como a neve ou os 40ºC, conta com a participação de 25.000 atletas, embora na sua centésima edição (1996) tenha atingido um recorde de 38.000 participantes. É uma prova com atletas de todo o mundo e cuja edição feminina foi ganha três vezes (1987, 1988 e 1990) pela nossa Rosa Mota.

os maduros que se propõem fazer a prova.